domingo, 21 de junho de 2009

Vermächtnis der Sonne

Olá, amigos. Saudações!
Mais uma vez com Lacrimosa, dessa vez para fazer um pedido, uma declaração... É mais uma resposta, na verdade, àqueles que lerem o post anterior (Der Ketzer) e pensarem que o Tilo é endemoniado. Entregar-se a Deus, reconhecer sua grandeza e nossos pecados certamente é uma atitude nobre. E como em várias músicas do Lacrimosa, Vermächtnis der Sonne fala sobre isso. Vamos conferir ;)

Vermachtnis der Sonne

In der Hingabe meiner Sucht
Mein Dasein und meine Kraft
Das Begehrte ist vergessen
Zuruck bleibt nur das Verlangen

Das ist in Wort und Tat
Der langste Schrei meines Lebens
Zerissen von den Dämonen meiner Lust
Von den Schatten und den dunklen Trieben
Durchbohrt von den brennenden Fackeln meiner Sucht
Zerfetzt und zertrümmert
Meinen Geist und meinen Willen
Geopfert und dahingegeben
Geworfen in das Meer der Sinnlosigkeit

Doch mein Durst ist nicht gestillt
Mein Durst ist nie gestillt

Aufsteigen werde ich erneut
Schon bald aus dem Wasser treten
Den Wind und die Wellen erlegen
Und mir nehmen wonach meine Seele schreit
Völker unter der Sonne
Kinder aller Herren Lander
Hier steh ich zwischen Himmel und Hölle
Und ersuche die stumme Kreatur mir zu helfen
Auf meinen Knien flehe ich um mehr
Bitte gib mir mehr
Mehr von deinem Geist
Mehr von deinem Leben
Jetzt und für alle Zeit und Ewigkeit
Gib mir mehr
Gib mir mehr
Ich brauche dich
Ich liebe dich


Legado do Sol

Na entrega de meus pecados
Minha existência e minha força
Peço desprezo
Tudo que resta é saudade

Isto é, em palavra e ação
A carta mais longa de minha vida
Dilacerado pelos demônios da minha paixão
Pelas sombras e instintos secretos
Perfurado pelas chamas incendiárias do desejo
Fragmentada e esmagada
Minha alma e minha vontade
Sacrificada, sucumbe
Lançada ao âmago da insignificância

Porém minha cobiça não se extingue
Minha cobiça nunca se extingue

Erguendo-me, eu vou caminhar adiante
Mesmo que as lágrimas voltem
Sujeitando-se aos ventos e ondas
Encontro-me onde meu espírito chora
Nação sob o Sol
Crianças de todas as terras
Eu estou aqui entre o Céu e o Inferno
Pedindo à criatura silenciosa que me me auxilie
De joelhos, eu suplico por mais
Por favor, dê-me mais
Mais de sua alma
Mais de sua vida
Agora e sempre, pela eternidade
Dê-me mais
Entregue-se a mim
Eu preciso de você
Eu lhe amo


Ahm... Entregar-se, reconhecer-se criatura e louvar a seu criador. Algo mais nobre? O sentimento de "Criatura" em relação a seu Criador é algo inexplicável por mim. Tamanha a beleza do nosso planeta (em se tratando de natureza) e daquilo que conseguimos ver no espaço sideral que é simplesmente fantástico pensar sobre a obra como um todo. É simplesmente perfeito, maquinado da maneira ideal, sem margens de erro. Cada corpo segue seu padrão, cada átomo vibra da maneira certa.
Outro dia falávamos sobre a evolução da vida na Terra. Algo mais simples e honesto que o Evolucionismo? Não renegando o papel de Deus como Criador, mas colocando-o ainda acima de tudo o que se possa imaginar. Por que haveria Deus criado tudo como o conhecemos hoje? Seria babaquice criar uma galinha, a meu ver. Elas são burras, muito burras! E os homens, então? O mundo tornou-se perigoso porque o homem aprendeu a dominar a natureza antes de aprender a dominar-se. Não seria mais perfeito, mais complexo, mas meritório criar uma partícula ínfima, miserável que, por si só pudesse agregar-se a outras e formar um próton ou um nêutron? E que estes por sua vez unissem-se até formarem um átomo e, posteriormente destes, uma molécula? E estas, formando proteínas formariam organelas e células, e microorganismos que, então, começariam a mudar constantemente e em poucos milhões de anos formariam os primeiros seres realmente vivos do planeta. Monstros horrendos que se multiplicaram tão rápido que não tiveram tempo para proteger-se e faleceram. Mas a vida se reergueu e por mais milhões de anos desenvolveram-se esses monstrinhos tais quais conhecemos hoje.

O Sol, pra mim, é como se fosse Deus. O Pai. É isso o que vejo na música. Aliás, paizão esse ter dado esse presente pra nós (a melodia) pra que nós pudéssemos sorrir mesmo nos momentos tristes, embalados pelos sons que regem a vida na Terra.

Eu por enquanto não tenho mais o que dizer... Talvez o próximo post seja sobre Pink Floyd, ou "Quem Tem Pressa Não se Interessa", dos Engenheiros... Quem sabe? Vamos planejando com calma...
^^
Postar um comentário