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sexta-feira, 4 de abril de 2014

Compartilhando Experiências

A poesia está intrínseca no todo, em a Natureza, e ainda mais. Por ser Arte, tem como função sensibilizar o homem à grandeza do Universo, suas faces e eventos. Cada ser, com seu ponto de vista, observa-o e traça suas próprias impressões. Ao transformar estas impressões em palavras, surge a poesia. Segue uma impressão, de um ponto de vista, de um indivíduo da casa do Universo.

METAPOESIA

Vê se te desentorta!
Pareces letra morta.
Não adormeça na falta de rima.
Acordo-te
pra algo que não imaginas...
Com teus enleios abro portas.
Vê que és matéria-prima!
Pra uma obra que não termina.
Sinto-te
imperfeita.
És, não cativa, ativa...
Conduze-me
a mundos desconhecidos,
Recônditos mais íntimos de amores perdidos,
De almas de donzelas sofredoras,
A amores sonhados.
Às vezes te confundes perdidamente com a
ciência,
Às vezes abraça-te
sutilmente a almas,
Mas, com a história te encantas, casa-te...
Atravessas com teu penetrante olhar
O mais duro dos corações...
Fizeste-te
assim... ninguém parece te entender...


Mas, sente como se em algum momento
Fizeste parte de sua vida.
Assim és – moça singela –
Letras quentes-frias
Que nos conduzem tão
longe, tão perto –
És doce-útil
Poesia.









Postado por Márcio J. de Lima em Março de 2014. Exalado ao Universo em 24/10/2008.
Disponível em http://devaneiosliterariosdolima.blogspot.com.br/2014/03/metapoesia.html

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Sobre as Musas Inspiradoras

Voltar a escrever exige inspiração. E inspiração assim, depois de tanto tempo, exige algum esforço. Para se obter êxito necessário se faz concentração, talvez em demasia, talvez não. Mas em meio a este vasto Universo existem seres especiais que servem para inspirar e dar vida a alguns pensamentos, pobres folhas recém nascidas das mentes criadoras de poetas, compositores, escritores, cientistas, ou apenas daquele homem que analisa o céu durante um tempo e, ao unir estrelas com linhas e agulha imaginárias, traça rotas para seus pensamentos se concretizarem dentro de si mesmo e, assim, dar sentido a sua vida, seja lá qual for (o sentido, ou a vida).

Estes seres - falemos deles - são como ... Não, não podem ser estrelas. Porque estrelas surgem no céu numa noite e permanecem lá, iluminando por anos-luz a vida dos observadores e, mesmo durante o dia, sabemos de sua presença, magnitude e poder. Sabemos também do seu poder de destruição, visto que são uma chama poderosa, incontrolável, que arde até que se acabe seu combustível. Estes seres não podem ser assim.



Também não podem ser estrelas cadentes, porque apesar de toda sua beleza, características únicas e encantamento, se vão tão rápidos quanto chegam. E também não podem ser flores, cujo perfume, por vezes inebriante, sofrem com as secas ou chuvas excessivas, acabam-se após alguns dias de magistral beleza, e só aparecem quando há condições ideais para isso.

Estes seres, porém, são como árvores. Mas não uma árvore qualquer. São grandiosos e imponentes como uma sequóia, fortes e resistentes às más condições climáticas, como as palmeiras. Existem durante gerações e mais gerações, como as Cicas, dão flores belas, coloridas, de formatos variados e e de aromas inigualáveis, sempre que desejarem, assim como as orquídeas, mas muito mais duradouras e belas.

Porém, além de todas estas características, estes seres - ou criaturas, como acharem melhor - dão algo ainda mais importante: o fruto. Um fruto que não é doce, mas agrada a todos os paladares. Um fruto que não tem suco, mas mata a sede de carinho, amizade, amor, companheirismo. Um fruto que não mata a fome, que não tem proteínas, carboidratos, lipídios, vitaminas e minerais, mas que tem sorrisos, secam lágrimas, apoiam, criticam quando oportuno, que embelezam tardes de inverno e fazem as manhãs serem mais agradáveis, por alimentar a alma.

Estes seres, tão grandiosos, ainda possuem o colo generoso de um Baobá, que recebe nos braços as nossas crianças interiores em momentos de aprendizado, de dor ou de folia, e nos sustentam calorosos, protegendo-nos contra os monstros do mundo.

Deus colocou em meus dias seres assim, e ainda surgem alguns, por vezes, me surpreendendo. Assim, risco estas linhas com gratidão, generosidade e amor, pois é graças a estes seres - estas musas, que não necessariamente são mulheres, apesar do termo genericamente feminino - que consegui tantas conquistas, tantos bons resultados, e toda a inspiração necessária para produzir meus textos, minhas brincadeiras, minhas teimosias e, até mesmo, meus maiores amores, cultivados e sustentados por toda vida.

Recebam esta singela homenagem como símbolo da nossa união. Que nossas vidas permaneçam unidas, independente da distância que exista entre nós. Deus os abençoe, meus amores.


P.S.: Que sirva, principalmente, como felicitações para a amiga Erilva, que hoje faz alguns tantos anos (muitos mais do que se possa imaginar), e que por todos estes anos tornou meus dias mais alegres, como um bônus diário de felicidade. Surgiu como um brotinho, em meio à vastidão da terra, e rapidamente cresceu e mostrou-se grande diante de mim. São 8 anos de amizade, 8 anos de aventuras imaginárias e apoio constantes. Histórias que se perdem no tempo, mas nunca serão apagadas das lembranças. Felicidades, engenheira =)

terça-feira, 3 de setembro de 2013

A Menina

No dia 31 de Agosto este texto deveria ter sido publicado. Porém, um possível erro no sistema de "Salvar/Publicar Automáticamente" fez com que o texto não fosse para a página. Com atraso, portanto, mas não com menos entusiasmo e alegria por mais esta publicação, criação e literalmente um presente, pra alguém que considero uma amiga, publico hoje, três dias após o prometido:

A menina tinha um ar diferente. Parecia menina, mas não era tão menina assim. Às vezes ela parecia tão menina que eu a olhava e pensava: "Mas é mesmo uma menina". Às vezes não. As vezes eu não pensava coisa alguma, apenas a deixava caminhar livre, pela calçada, até chegar no gramado e colher aquela florzinha amarela que cresce na grama.
- Olha! - ela dizia. - Um dente de leão. Tão bonito, tão simples, tão forte...
Eu a observava. Apenas observava. Um dia a menina ficou brava e me mandou embora. O que poderia eu fazer? Dei uns quinze passos para longe, parei atrás de uma árvore e fiquei ali, olhando. Teve uma hora que ela me viu. Dei bobeira, sabe como é. Ela me viu e gritou: "Vá embora, eu disse!". Eu havia feito algo que a deixara irritada. Mas nada mais poderia fazer para mudar aquilo. Subi numa outra árvore, não muito distante, e fiquei a observá-la por entre as folhas verdinhas, dia e noite. Mesmo em silêncio, ela sabia que eu estava lá e, às vezes, dava uma olhadela, de canto de olho, só pra ver o que eu estava fazendo.
A menina ficava lá, no seu universo particular. As vezes viajava, conhecia outros portos, encontrava portos velhos, fazia muito, ou fazia muito pouco, como ela quisesse. As vezes apenas dormia. As vezes acordava e me mandava acordar também. E eu acordava. Eu a observava por mais um dia e lá estava ela. Os cabelos marrom-claros amarelos azuis vermelhos marrom-claros voavam com o vento. O rosto cor de pele clarinha corava, ou ficava branco, ou ficava coberto pelo capuz da blusa preta. As unhas pretas brancas azuis roxas arranhavam a terra, pra pegar uma flor ou outra, ou arranhavam a pele, ou arranhavam o céu enquanto ela pegava estrelas perdidas.
Um dia eu estava dormindo e ela me derrubou do galho onde eu estava. Veio rindo, contente, conversou comigo naturalmente e até chorou, em dado momento. Mas ofereci meu ombro amigo e ela logo ficou bem.
E assim a menina foi, e assim a menina ia. Dia e noite, colhendo estrelas flores portos universos pessoas. Esta era a menina dos olhos brilhantes azuis verdes. Magrinha, pequena, mas com um abraço do tamanho do abraço de um lutador de MMA. Que as vezes era confusa, mas sabia sorrir e deixar tudo mais bonito.
A menininha que um dia foi menininha, e que agora não é mais. A menininha que, mesmo não sendo mais uma menininha, será pra sempre a menininha: magrinha, com abraço forte e um coração enorme.

Parabéns, May =)

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

E Hoje, o Que Será?

Agosto
Mês do cachorro-louco
Por que, então, não posso
Simplesmente dormir mais um pouco?

Antes do café, ainda
Vêm-me a inspiração
Com olhos inchados na manhã tão linda
escrevo - mera distração

Sinto os cabelos um tanto desarrumados
Sinto o agasalho me manter aquecido
Vejo homens, mulheres, humanos e desalmados
Pessoas que pensam, que salvam, ou deixam o mundo esquecido

O que dizer? - pensa o cachorro
Se estou aqui, solitário.
Todos nós, pedindo atenção, socorro
Pobres bichanos, mimos do empresário

E hoje, o que será? - diz o gatinho
Se nada poderei fazer com aquele sujeito
Ele passa o dia todo fora, fico só
Mas à noite, sei, poderei dormir em seu peito

O frio da manhã me faz delirar.
E por acaso cachorro pensa?
Como um gato poderia falar?
Acho que neste ponto só um café compensa

E o café vai me ajudar a manter a mente
Funcionando, livre, leve, gostosa
Pensante, aquecida, sistemática, fluente,
Em verso, em música, sem rima ou em prosa.

**bobagens das primeiras horas da manhã**

*Texto motivado pelas conversas literárias com o amigo Lima (http://devaneiosdolima.blogspot.com).

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Lutas Diárias

Outro dia estava no carro, semiconsciente, enquanto tentava me embalar no sono que vagava à beira da estrada. Estava, mais uma vez, saindo de Laranjeiras do Sul rumo à Campo Mourão. Estava há poucos minutos trafegando na BR-277, o rádio estava sintonizado numa emissora que, com frequência, estava entre a lista das favoritas do motorista. Para meu profundo desgosto, uma daquelas típicas emissoras de rádio do interior do Paraná onde só se ouve música sertaneja universitária (diga-se de passagem "música de péssima qualidade") e as baboseiras de um grupo de apresentadores que, em vez de DJs, tornaram-se palhaços. Muito raramente há a possibilidade de ouvir uma música que possa ser considerada interessante ou, ao menos, agradável. Mas este era um dia diferente. Uma tarde diferente. E nesta tarde diferente um pedido via sms fez a diferença entre os demais daquela emissora, daquela tarde, daquele dia. O pedido veio de uma garota e uma voz rara entre as rádios do interior do estado se fez ouvir. Uma voz que, diria, não está entre as minhas favoritas, mas que certamente foi mais agradável que o resto (sim, o resto, como se fosse lixo atirado diariamente em nossos dias) e que me fez pensar em várias coisas.

Rogério Flausino, vocalista do JQuest, cantou e uma única frase ficou muito marcada em meu pensamento. E foi esta frase que me fez procurar esta canção - e vejam, que grande achado - pois gostaria de pensar novamente sobre aquelas coisas e compartilhar com os amigos visitantes este sentimento.

E em que eu pensei? Pensei nos amigos e pensei nela. Sim. Como sempre, não poderia deixar de pensar na inspiração que faz meus olhos brilharem, meu sorriso se abrir e meu coração bater mais forte, a saudade mais constante e estes dias mais obscuros, ainda que não menos felizes e esperançosos. E enquanto isso, fico aqui, a cantarolar esta bela nova canção, com o pensamento vagando pela estrada.

Luta de Viver (Jota Quest)

Acordei mais cedo do meu sono delirante

Amanheceu em mim, fui ser feliz outra vez.
Olhei meus olhos no espelho, o reflexo era você
Me encheu o dia de saudade. A culpa é sua.

E a gente pensa tanta coisa nessa hora
E pensa tanto que se esquece de viver.
A gente passa tanta coisa nessa vida
Que a vida passa e a gente quase nem se vê.

Não foi a toa que hoje o dia nasceu lindo
Não é por nada, não
Que o sol esta sorrindo.
Somos exemplos vivos desta eterna luta de viver.

Acordei mais cedo do meu sono ignorante
Amanheceu em mim, fui ser feliz outra vez.
Olhei meus olhos, no espelho, o reflexo era você
Me encheu o dia de saudade. A culpa é sua.

E a gente pensa tanta coisa nessa hora
E pensa tanto que se esquece de viver.
A gente passa tanta coisa nessa vida
Que a vida passa e a gente quase nem se vê.

Não foi a toa que hoje o dia nasceu lindo
Não é por nada, não
Que o sol esta sorrindo.
Somos exemplos vivos desta eterna luta de viver.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A Arrogância Segundo os Medíocres

“Adorei o seu sapato”, disse uma amiga para mim certa vez. “Legal, né? Eu comprei em uma feira de artesanato na Colômbia, achei super legal também”, eu respondi, de fato empolgada porque eu também adorava o sapato. Foi o suficiente para causar reticências quase visíveis nela e no namorado e, se não fosse chato demais, eles teriam dado uma risadinha e rolariam os olhos um para o outro, como quem diz “que metida”. Mas para meia-entendedora que sou, o “Ah…” que ela respondeu bastou.
Incrível é que posso afirmar com toda convicção que, se tivesse comprado aquele sapato em um camelô da 25 de março, eu responderia com a mesma empolgação: “Legal, né? Achei lá na 25!”. Só que aí sim eu teria uma reação positiva, porque comprar na 25 “pode”.
Experiências como essa fazem com que eu mantenha minhas viagens em 13 países, minha fluência em francês e meus conhecimentos sobre temas do meu interesse (linguística, mitologia, gastronomia etc) praticamente para mim mesma e, em doses homeopáticas, somente entre meu restrito círculo familiar e de amigos (aqueles que a gente conta nos dedos das mãos).
Essa censura intelectual me deixa irritada. Isso porque a mediocridade faz com que muitos torçam o nariz para tudo aquilo que não conhecem, mas que socialmente é considerado algo de um nível de cultura e poder aquisitivo superior. E assim você vira um arrogante. Te repudiam pelo simples fato de você mencionar algo que tem uma tarja invisível de “coisa de gente fresca”.
Não importa que ele pague R$ 30 mil em um carro zero, enquanto você dirige um carro de mais 15 anos e viaja durante um mês a cada dois anos para o exterior gastando R$ 5 mil (dinheiro que você, que não quer um carro zero, juntou com o seu trabalho enquanto ele pagava parcelas de mil reais ao mês). Não importa que você conheça uma palavra em outra língua que expressa muito melhor o que você quer falar. Você não pode mencioná-la de jeito nenhum! Mas ele escreve errado o português, troca “c” por “ç”, “s” por “z” e tudo bem.
Não pode falar que não gosta de novela ou de Big Brother, senão você é chato. Não pode fazer referência a livro nenhum, ou falar que foi em um concerto de música clássica, ou você é esnobe. Não ouso sequer mencionar meus amigos estrangeiros, correndo o risco de apedrejamento.
Pagar R$200 em uma aula de francês não pode. Mas pagar mais em uma academia, sem problemas. Se eu como aspargos e queijo brie, sou “chique”. Mas se gasto os mesmos R$ 20 (que compra os dois ingredientes citados) em um lanche do Mc Donald’s, aí tudo bem. Se desembolso R$100 em uma roupa ou acessório que gosto muito, sou uma riquinha consumista. Mas gastar R$100 no salão de cabeleireiro do bairro pra ter alguém refazendo sua chapinha é considerado normal. Gastar de R$30 a R$50 em vinho (seco, ainda por cima) é um absurdo. Mas R$80 em um abadá, ou em cerveja ruim na balada, ou em uma festa open bar… Tranquilo!
Meu ponto é que as pessoas que mais exercem essa censura intelectual têm acesso às mesmas coisas que eu, mas escolhem outro estilo de vida. Que pode ser até mais caro do que o meu, mas que não tem a pecha de coisa de gente arrogante.
O dicionário Aulete define a palavra “arrogância” da seguinte forma:
1. Ação ou resultado de atribui a si mesmo prerrogativa(s), direito(s), qualidade(s) etc.
2. Qualidade de arrogante, de quem se pretende superior ou melhor e o manifesta em atitudes de desprezo aos outros, de empáfia, de insolência etc.
3. Atitude, comportamento prepotente de quem se considera superior em relação aos outros; INSOLÊNCIA: “…e atirou-lhe com arrogância o troco sobre o balcão.” (José de Alencar, A Viuvinha))
4. Ação desrespeitosa, que revela empáfia, insolência, desrespeito: Suas arrogâncias ultrapassam todo limite.
Pois bem. Ser arrogante é, então, atribuir-se qualidades que fazem com que você se ache superior aos outros. Mas a grande questão é que em nenhum momento coloco que meus interesses por línguas estrangeiras, viagens, design, gastronomia e cultura alternativa são mais relevantes do que outros. Ou pior: que me fazem alguém melhor que os outros. São os outros que se colocam abaixo de mim por não ter os mesmos interesses, taxar esses interesses de “coisa de grã-fino” (sim, ainda usam esse termo) e achar que vivem em um universo dos “pobres legais”, ainda que tenham o mesmo salário que eu. E o pior é que vivem, mesmo: no universo da pobreza de espírito.

(Texto publicado por uma brasileira que, assim como eu, sofre com sua indignação em relação àquelas pessoas chatas que se dizem os "legais" e agem com preconceito com aqueles que, assim como ela e eu, preferem qualidadequantidade).

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Cinnamon Girl

HOJE É DIA DE ANIVERSÁRIO =D


E pra comemorar, vai um poeminha...





Um dia andando pela rua
Olhei através de uma janela
Vi em cima do balcão
Um potinho de canela

Anteontem, no almoço
Fizemos carne de panela
E para sobremesa
Abacaxi com canela

Numa noite de cinema
Compramos pipoca na Fiorella
Eram vários os sabores
Manteiga, queijo, maçã com canela

Pelas ruas, caía a chuva
E eu parei diante dela
E no beijo pude sentir
O aroma de canela

=]

Um feliz aniversário para milady Erilva Machado, imperatriz das Terras Quentes, que participa de vários dos meus sonhos, nas buscas incessantes pela noite, nos diversos mundos onde nos encontramos.
Dona de um Amor puro, capaz de encantar a qualquer um que esteja sob a luz dos seus olhos.

Kussen, lichtgestalt!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

É Tempo de Mudanças

Olá, amigos. O texto que segue foi retirado da revista Planeta (Ed. Três, ano 38, edição 459, dez/2010) e fala exatamente sobre mudanças, o que há pouco tempo tem sido algo cruscial para mim.

A saída da Unimake, empresa que durante quatro anos e meio me ajudou tanto, foi, sem dúvidas, bastante complicada. Apesar do processo ter sido repentino e extremamente rápido, as 72h que decorreram durante este período foram de milhares de pensamentos e avaliações intensas em minha mente. Agora, porém, posso entender o que foi que aconteceu e por isso estou repassando este texto, de autoria de Luís Pellegrini. Confiram!

A Carapaça da Lagosta

A lagosta vive tranqüilamente no fundo do mar, protegida pela sua carapaça dura e resitente. Mas, dentro da carapaça, a lagosta conitnua a crescer. Ao final de um ano, sua casa fica pequena e ela tem de enfrentar um grande dilema: ou permanece dentro da carapaça e morre sufocada ou arrisca sair de lá, abandonando-a, até que seu organismo crie uma nova carapaça de proteção, de tamanho maior, que lhe servirá de couraça por mais um ano.
Vagando no mar, sem a carapaça, a lagosta fica vulnerável aos muitos predadores que se alimentam dela. Mesmo assim, ela sempre prefere sair. Dentro da carapaça, que se transformou em prisão, ela não tem nenhuma chance. Fora, sim.
Também nós, muitas vezes, ao longo da vida, ficamos prisioneiros de várias carapaças: os hábitos repetitivos, os condicionamentos alienantes, as situações às quais nos acomodamos. Uma grande quantidade de situações que, exauridas e desgastadas, nada mais têm para nos oferecer. E acabamos, por falta de coragem de mudar, nos acostumando ao tédio de uma vida monótona que, fatalmente, como a velha carapaça da lagosta, acabará por nos sufocar.
Façamos como a lagosta: troquemos a velha e apertada carapaça por uma carapaça mais nova. Mesmo sabendo que, por algum tempo, estaremos desprotegidos ao enfrentar uma nova situação. Largar o velho e abraçar o novo é, muitas vezes, a única possibilidade de sobreviver por mais um ano. Até que cresçamos ainda mais e, novamente, tenhamos de mudar de carapaça.


Assim, só tenho a agradecer à família Unimake, que me recebeu de braços abertos e me deu tantas oportunidades, inclusive a de "trocar de carapaça" quando me foi necessário.

Um grande beijo a todos e até a próxima! =]

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Várias Variáveis I

Abri a gaveta com a sensação de que eu encontraria algo bom pra comer. Mas não encontrei. A única coisa que eu tenho pra engolir é a verdade. Eu deveria estar escrevendo isso. Abre o Blog, pensa, escreve, pensa, escreve, pensa, escreve, pensa, escreve...

Não consegui uma vaga pro Mestrado da UEM. "Tudo bem, tenta ano que vem", dizem vários. Mas não, não posso perder tempo. Ou melhor, já perdi. Mais um ano parado e tudo por causa da esperança de ter ido embora pra Santa Catarina. O que tem naquele lugar que eu tanto quero? Mulheres, praia, sol, mar... A vida não é pra mim. O clima perfeito não é pra mim. Enquanto isso eu vou passar aqui, trabalhando aqui, respirando o pó velho daqui. E minha alergia vai continuar viva aqui, dentro de mim.
Tudo bem, essas coisas acontecem. A vida continua e a cidade permanece a mesma, enquanto eu vou tentando me adequar. Mas quem é que se adequa a alguma coisa? Adequação é mudança e mais do que nunca me convenço de que pessoas não mudam.

E quanto a ela? Ela ficou. Ficou só. Ficou triste e por isso chorei. Mas a vida aqui segue. A vida aqui, enquanto estou preso nessa redoma segue. E apesar de tudo, segue feliz. Feliz porque tenho mais companhia.
E eles? Eles tão lá, na rua, subindo o morro, atravessando o Inferno Verde. Daqui a pouco vão começar a descer. E o que eu posso fazer? Nada. Minha tarefa é outra. Enquanto eu quero fazer parte da força-tarefa que tá quebrando tudo por lá, minha missão é permanecer aqui, calado. Tenho minhas obrigações aqui também e é claro que eu não poderei deixá-las pra trás.

Fico aqui, enquanto isso, aguardando uma ligação. "Onde é que vc tá, parceiro? Tá na Penha, tá no Largo? Tá no morro?" "Eu sou detetive. A única coisa em que consigo fazer é pensar sobre essa porcaria toda", diria o Inspetor Guedes. Mandei os caras pra morte, pra ver face a face o que é estar numa guerra. Quero saber quando os caras que tavam no meio-oeste europeu vão chegar. E como é que os malditos vão agir? Conversar em búlgaro no meio da favela? Isso vai ser tenso. O bom é saber que a parada toda vai acabar.

Final de semana vai ser livre. Tenho aula, mas, e daí? Aquilo é quase um recanto de paz pra minha alma. Eu fujo do mundo quando to com o pessoal da pós graduação. Discutimos teorias diversas e eu esqueço dessa m**** toda. E depois, algumas horas com ela vão fazer eu ficar bem calminho.

Eu hoje tive um sonho. Eu peguei você, seu safado. E vou pegar cada vez que você tentar alguma coisa contra mim ou contra minha família, meus amigos. Você já era. Sabe bem disso. E sabe que quando eu te pego as coisas não ficam bem pro seu lado. Eu vou quebrar cada um de seus ossos.


Final de semana vai ser bom. Pais viajando em segurança, em paz, a caminho da Capital. Amigos, voltem logo. Que esta operação seja a prova de que vocês são os melhores. E quanto a nós, que permanecemos aqui, vamos vivendo, poque nenhum entendimento será o bastante para a vida. "Viver ultrapassa qualquer entendimento".


Da minha morte, à vocês!

Com amor, O, C, B e K.

sábado, 13 de novembro de 2010

São eles

Sim, são eles.
Eles que me acompanham em boa parte do tempo na minha vida. Estes meninos e meninas são os responsáveis pela felicidade dos meus últimos dias. Dias, não. Meses. Desde que nós todos nos engajamos nessa corrida contra o tempo, buscando sempre que possível estarmos unidos na casa de alguém ou em algum evento religioso ou cultural, eu tenho sido feliz de maneira inexplicável. E eu espero com minha mais profunda sinceridade que eles estejam se sentindo tão bem quanto eu.
É simplesmente inexplicável a união de nosso grupo, cada qual com sua característica, sua verdade mostrada a todos, sua idade sem preconceitos ou restrições, o mesmo respeito de um para com o outro, independente da situação, todos com gostos e atitudes semelhantes, mas cada um com seus detalhes que, de tão específicos, torna nosso grupo uno, como um todo, mas ao mesmo tempo como vários, cada um sendo o seu próprio grupo, com as conexões desejadas.

Rafael, amigo que ouve as bandas mais cabulosas do Heavy Metal. Diverte com as histórias de anime e com as idéias mais estranhas (não piores que as minhas, claro) mas que também tem um raciocínio fantástico, consegue pensar logicamente e buscar resultados que estão implícitos nas discussões.

Gabriella, atriz espetacular, garotinha linda que nos encanta com seu sorriso. Mesmo quietinha, talvez, de nós, a que menos fale, sempre deixa um espaço em branco quando ausente.

Beatriz, nossa xodó, a mais nova da turma encanta com seus olhos azuis e com a espontaneidade de seus atos. Em brincadeiras, contorcionismos, dançando rebolation ou em tentativas falhas de me assustar. Uma de nossas dançarinas favoritas <3

Gabrielli, a outra dançarina, é a mais zen. A que tem sempre um sorriso nos lábios, mesmo quando não está com vontade de rir. A que vê gnomos e sempre contagia com suas gargalhadas. Amiga daquelas companheiras, que mesmo quando não está conosco é uma presença certa em nossas vidas.

Luiza, a menina dos olhos coloridos. Quase uma Branca de Neve (ela é mais bonita que a Branca de Neve), sempre tem uma palavra de consolo, um abraço gostoso e dá risada da minha cara quando faço minhas confusões.

João Marcelo, o mais quieto, certamente. Porém, é o cara que toca trechos da 5ª Sinfonia de Beethoven brincando, que aprende a tocar violão sem fazer aula de nada e que inspira a fazer arranjos bonitos nas nossas apresentações. Mesmo não gostando de cantar.

Yuri, quase um irmão. Companheiro que me integrou ao V.I.S.H., que me faz relembrar da parte boa da adolescência, coisa que eu jamais desejei perder em mim, mas que aos poucos vai ficando "nas entrelinhas" de minha agenda diária, sempre lotada. Obrigado, meu amigo!

Barbara, uma das meninas mais lindas que já conheci. Ginasta, modelo e pizzaiola favorita. Dona daquele sorriso, daquele olhar. Simplesmente encantadora! Sem falar que é uma das pessoas que mais tem me alegrado nos últimos dias. Confesso ser um admirador não-secreto ;)


Baah, Rafael, Gaabi', Gabi, Bia, Luh, Dih, Jão, Yuri. =)


















Sim, ficou super enorme o post, mas por vocês, de verdade, seria pouco um post pra cada um. Posso dizer que este é o melhor grupo no qual já estive inserido. A única turma 100% saudável, unida em um único ideal, buscando sempre a diversão entre todos, sem brigas, sem discussões. Apenas risos e brincadeiras. Com as brincadeiras dos mais novos ou os jogos e esportes radicais dos mais velhos, estamos sempre bem.

Pra encerrar, segue essa música, dos amigos Digão, Paulão, Tião e Obada, da Banda Galápago's, que é uma verdadeira declaração de amor aos nossos velhos amigos...



Velhos Amigos

Pela estrada afora sigo meu caminho
Mas sem o teu sorriso fica tão vazio
As folhas que o vento traz e leva sem destino
Me lembram certos dias de intenso frio
Sem abrigo não há vida que o tempo poupe
Toda força é em vão, o chão se rompe

Com você, eu, enfim, vejo o mundo sob mim
Quando eu preciso você está aqui
Com seu abraço amigo a vida segue
Nos quadros as fotos me lembram o passado
E afloram a saudade viva em mim

Da loucura de um tempo bom
As histórias pra se contar sobre velhos amigos

Na soma de palavras criam-se versos
E juntos ao meu violão formam uma canção de acordes simples
Voz suave dizendo ser: AMIGO - a incomplexidade do viver
E saber viver é saber reconhecer
O quanto importante é não sonhar à sós
Que não existe o eu - existe o NÓS!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Trocando em miúdos

É engraçado com as vezes a gente se "apaixona" por algumas pessoas, o que, a princípio, é algo inimaginável. Por exemplo, uma garota que eu vejo volta e meia. Ela é simplesmente fascinante. Nada demais, se comparando a outras (inclusive mais velhas) que se vê por aí. Mas ela, em especial, chama muito a atenção.

Homem é uma coisa séria, não é mesmo? As vezes me questiono sobre os meus sentimentos e acabo definindo-os muito bem, mas sempre há uma graaande complicação na parte de "como" você sente, o que é bem diferente de "o que" você sente.

Ahh. Vamos parar com os devaneios, pq isso é coisa pra Liih_Amoriim. AHEuhaeuhaeuhae.

Continuando (inevitável), no Formspring me perguntaram o seguinte: "vc tá com alguém?"
Como assim, eu estou com alguém? Em que sentido? Se há alguém especial na minha vida? Sim! Todos os meus amigos! Se há alguém que eu ame muito? De certo! pais, amigos, primos, irmãos... E se há uma mulher que me desperte um sentimento diferenciado, sim. Também há. Mas não iria responder tudo isso, então cito esta música, do Engenheiros do Hawaii, gravada no disco Minuano (1997):

Humano Demais

De tudo que é humano nada me é estranho
Se o mar não tá pra peixe desse tamanho
Eu não esquento, eu não me iludo
Eu troco em miúdos o primeiro toque
!E nada pode ser maior! ...

De tudo que é humano nada me é estranho
Fruto e semente... Criatura e criador
As curvas da estrada... As pedras no caminho
Os filmes de guerra e as canções de amor
!Nada pode ser maior! ...

De tudo que acontece nada me surpreende
Tudo me parece !tão normal!
Um big mac... Maktub...
Drops de Deus... Filosofia fast-food
!Nada pode ser maior!
Não é ciência exata, não acontece em tempo real
É demais! Humano demais!
Não é ciência exata, não acontece em tempo real
É demais! Animal!
Agora somos só nós dois: eu e minha circunstância
Sempre foi só nós dois: eu e minha circunstância
Sempre só nós dois: eu e eu e eu e eu e eu...
Não é ciência exata, não acontece em tempo real
É demais! Humano demais!
Não é ciência exata, não acontece em tempo real
É demais! Animal!

...não é ciência exata...
...não é ciência exata...
...não é...nada pode ser...
Maior!

Poxa, essa música que diz tanto em tão pouco, que diz tudo e ao mesmo tempo nada, só nos faz refletir e chegar às mais diversificadas e misteriosas conclusões.
Eu, por exemplo, poderia muito bem estar ao lado de alguém em especial, mas, como dito, estamos juntos apenas eu e minha circunstância.


Seguindo nas curvas do caminho, quem pode, sabe onde me encontrar. Quem não encontra é por pura falta de vontade.


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Pronto. Não tem mais desculpa, né?


Beijos a todos!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

50 perguntas para fazer pensar

Estou prestes a fazer a maior besteira da minha vida e vou partilhar isso com vocês. Hahá!. Não, brincadeira. É que responder a um questionário com 50 perguntas que exigem respostas subjetivas é, sem dúvida, algo insano. Mas, vamos lá.


O interessante é que são perguntas que servem pra todos. Dá até vontade de colocar no Formspring. Inclusive, acessem clicando aqui: /dihwolff.

Então, vamos lá. Se não conseguir responder todas, por favor, sejam compreensivos. =D

1. Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem?
622 anos.

2. O que é pior: errar ou nunca tentar?
Sem dúvidas, nunca tentar.

3. Se a vida é curta, porque fazemos muitas coisas que não gostamos e gostamos de muitas coisas que não fazemos?
Há coisas que gostamos que estão fora de nosso alcance e vice versa. Levamos uma vida tão superficial e agitada que não nos damos conta das oportunidades que o mundo oferece pra fazer as coisas boas ou de que gostamos.

4. Quando tudo foi dito e feito, você disse mais do que fez?
Algumas vezes. Quem nunca disse mais do que fez?

5. Qual é a coisa que você mais gostaria de mudar no mundo?
Gostaria que as pessoas fossem mais conectadas entre si pra perceber a harmonia que há no mundo. Certamente se isso acontecesse haveria mais paz.

6. Se felicidade fosse a moeda nacional, que tipo de trabalho o tornaria rico?
Biologia Marinha e conservação de biomas litorâneos ou qualquer esporte radical.

7. Você está fazendo o que você acredita ou você está regularizando o que você está fazendo?
Ambos. Sempre tem alguma coisa pra cada um dos lados.

8. Se a média de vida humana fosse de 40 anos, como você viveria sua vida?
Creio que da mesma maneira.

9. Até que nível você acredita que controlou o curso que sua vida tomou?
Minha vida só não saiu do curso em que estava. Então o que já existia estava sob controle e assim continua. Porém os planos eram de algo mudasse. Isso tá sendo complicado de aceitar, mas to indo tranquilo.Alguns deslizes apenas.

10. Você está preocupado em fazer as coisas corretamente ou fazer as coisas certas?
Estou preocupado em fazer o que me agrada e fazer aquilo que condiz com os ensinamentos cristãos, esta a parte mais difícil até agora.

11. Você está almoçando com três pessoas que respeita e admira. Eles começam a criticar um amigo próximo, sem saber que você é amigo dele. O criticismo é estranho e injustificável. O que você faz?
Procuro falar sobre os aspectos positivos. Se não conseguir mudar o ponto de vista deles, o que não é a intenção, fica por isso mesmo. O meu conceito eu mesmo faço de acordo com o que vejo e ouço. Se precisar de especial atenção de minha parte, farei o que estiver ao meu alcance pra ajudar.

12. Se você pudesse dar um conselho para uma criança que acabou de nascer, qual seria?
Siga o Cristo e raciocine sobre o que te faz bem.

13. Você quebraria uma lei para salvar uma pessoa que ama?
Quebraria a Lei caso fosse necessário para salvar qualquer ser vvo que estivesse injustamente correndo risco de vida.

14. Você já viu insanidade onde depois você viu criatividade?
Me observando vejo isso algumas tantas vezes :P

15. O que é aquela coisa que você sabe que faz diferente da maioria das pessoas?
Uso a imaginação. Com certeza ninguém viaja da mesma forma que eu.

16. Quais são as coisas que te fazem feliz, mas não fazem todo mundo feliz?
Ah, tantas. O Rock, goticismo, biologia, litoral...

17. Qual é a coisa que você ainda não fez e que gostaria de fazer? O que te impede?
Ir pro Mediterrâneo. Falta patrocínio.

18. Você está se segurando em alguma coisa que você precisa se desfazer?
Dinheiro conta?

19. Se você tivesse que se mudar para um estado ou país além daquele que você mora, para onde você iria e por quê?
Provavelmente, se não houvessem restrições, pra Alemanha ou Dinamarca. Pela cultura dos povos, que me atrai muito.

20. Você aperta o botão do elevador mais de uma vez? Você realmente acredita que ele fica mais rápido?
Não aperto e acredito que quem aperta mais de uma vez vai morrer mais rápido. Lembra do lance da harmonia no Universo? Essas pessoas agem contra isso...

21. Você prefere ser um gênio preocupado ou um simples pateta?
Pela sabedoria dos gênios eles não devem ser pessoas preocupadas.

22. Porque você é você?
Porque eu não vejo outra forma de se viver que seja melhor que a forma como eu vivo.

23. Você é o tipo de amigo que você quer como amigo?
Sim.

24. O que é pior, quando um grande amigo se muda, ou perde contato com um grande amigo que mora bem perto de você?
Quando um grande amigo se muda, pois aquele que está próximo ainda deixa a oportunidade de retomar o contato.

25. Pelo que você é mais grato?
Pelo perdão que recebi de amigos quando errei.

26. Você prefere perder todas suas velhas memórias ou nunca ser capaz de ter novas?
Prefiro perder todas as velhas, acho. Eu vivi tão pouco pra dizer que o que já passou é o melhor que poderei ter em minha vida...

27. É possível saber a verdade sem desafiá-la primeiro?
Acredito que não. Quando você tem um fato, você o analisa e o testa pra saber de sua veracidade. Em se confirmando, tem-se uma nova teoria. É a ciência.

28. O seu pior medo se tornou realidade?
Não. E acredito que não vai se tornar.

29. Você se lembra aquela vez que você ficou extremamente chateado há 5 anos atrás? Isso realmente importa agora?
Não, pois eu soube trabalhar e fazer aquilo tornar-se aprendizado para experiências futuras.

30. Qual é a lembrança mais feliz da sua infância? O que a torna tão especial?
De verdade, as lembranças sobre a infância são cobertas como que por um véu; não consigo vê-las com nitidez e não posso, assim, definir uma que seja melhor que as outras.


31. Em qual fase no seu passado recente você se sentiu mais apaixonado e vivo?
Final de Janeiro de 2010. Época da formatura, fatos importantes aconteceram. =)

32. Se não agora, quando?
Quando você quiser ;)

33. Se você não alcançou aquilo que procura ainda, o que você tem a perder?
Por enquanto nada. Pouca coisa se perde quando ainda somos jovens.

34. Você já esteve com alguém, não disse nada, e saiu sentindo que teve a melhor conversa da vida?
Certamente, umas tantas vezes ^^. Muito bom.

35. Porque religiões que apóiam o amor causam tantas guerras?
Porque estas religiões apóiam o amor próprio e não o amor ao próximo.

36. É possível saber, sem dúvidas, o que é bom e o que é mal?
O Bom Senso deve dizer quem é quem. "Fazei aquilo que gostaríeis que vos fizessem".

37. Se você ganhasse um milhão de dólares, você pediria demissão?
Não por enquanto. Tenho planos bem definidos pra isso ^^

38. Você prefere ter menos trabalho para fazer, ou mais trabalho sobre o que gosta de fazer?
Mais trabalho sobre Ciências Biológicas, Física Quântica ou pesquisa científica.

39. Você já sentiu que viveu um dia 100 vezes antes?
Déjà vu? Soooo many times ^^

40. Quando foi a última vez que você andou na escuridão com apenas uma pequena faísca que você realmente acreditava?
2006. Mas isso já ficou para trás.

41. Se você soubesse que todo mundo que você conhece fosse morrer amanhã, quem você visitaria hoje?
Isa e Wilian, em Maringá; Erilva em VDC, Bahia.

42. Você diminuiria sua expectativa de vida em 10 anos para de tornar alguém famoso?
Não. Quem quer ser famoso deve conquistar isso com seu próprio esforço. Não morreria por um motivo banal.

43. Qual é a diferença entre estar vivo e realmente viver?
Estar vivo é cumprir com suas funções programáticas biológicas. Viver é cumprir com aquilo que corresponde ao Espírito.

44. Quando é a hora de parar de calcular risco e recompensas, e simplesmente seguir em frente e fazer o que acredita ser correto?
Quando cálculos e números não fazem sentido.

45. Se nós aprendemos com nossos erros, porque estamos sempre com medo de cometer um erro?
Porque erros fogem do planejado e o que é desconhecido provoca medo no Homem.

46. O que você faria de diferente se soubesse que ninguém iria te julgar?
Não ligo muito para o que as pessoas dizem, mas usaria umas roupas diferentes e faria umas tattoos.

47. Quando foi a última vez que você percebeu o som da sua respiração?
Ah geralmente faço isso. Fossas nasais estreitas, inevitável o barulho do ar ventilando o crânio.

48. O que você ama? Alguma de suas ações recentes abertamente expressou esse amor?
Amo a música. Voltei pro coral da Soc. Espírita Meimei, ouvi vários estilos musicais em alto e bom som e, quanto ao Rock, escrevi no Orkut e MSN a frase dos Mutantes no País dos Baurets: "Posso perder minha mulher, minha mãe, desde que eu tenha o meu Rock N' Roll."

49. Daqui há 5 anos, você irá se lembrar do que você fez ontem? E um dia antes? E outro dia antes?
Provavelmente apenas quando olhar históricos do Orkut, Twitter, Blog, Formspring...

50. Decisões estão sendo feitas agora. A questão é: Você está fazendo-as por si mesmo, ou está deixando que outros as façam por você?
Eu estou fazendo as decisões que eu sei que estão ao meu alcance. Aquilo que não depende de mim fica pra quem pode. Porém, não esqueço daquilo de que eu dependo. ;) 

Bem, acho que é isso. Se alguém tiver mais perguntas ou espera mais respostas, podem usar o Formspring (/dihwolff) ou deixar aqui nos comentários mesmo. Não importa se repetir as perguntas. Elas serão repensadas várias e várias vezes ^^
Lembrando que estas são MINHAS RESPOSTAS. Agora, me digam, quais sãso as suas respostas?

Um beijo, um queijo e uma barra de chocolate à sua escolha pra terminar bem a semana!.

Fiquem com Deus!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

X-Burg

Olha só um final de semana que foi muito bom em Engenheiro Beltrão, no aniversário do Fabrício.
Piazada muuito louca, alguns carros girando no campinho com a grama molhada pelo sereno da noite, muita música, animação, algumas garotas bonitas, sem briga, sem drogas... Quem queria beber, bebeu; quem não queria, não bebeu e ficou tudo bem assim mesmo. =)
Há tempos não pegava uma festa assim, boa mesmo só com a turminha da UTFPR, 3º ano de 2005. A Aline foi junto pra ajudar a melhorar o ambiente festivo ^^

Na foto dos casais, Fabrício e Mayara, Dih e Aline e Edilson e Jéssica.
Não vou comentar que nós começamos a festa as 21h do sábado (eu, Lih, Edilson e Jéssica chegamos um pouco mais tarde) e acabamos ontem, às 18h. Deixa baixo.

Terminando o embromation, quero dizer que foi extremamente bom ter passado essas horas com aquele pessoal. Cada um se divertiu do seu jeito, sem exageros, no melhor estilo "juventude". Hehe.

O título eu escolhi porque na escapadinha que demos (eu, Liiih, Edilson e Jeh) fomos numa lanchonete (que obviamente não vou citar o nome) tinha um anúncio de um delicioso X-Burg (X-burguer é pros fracos, como diria a aLiiine). Enfim, é só graça. Piada de fim de tarde mesmo. Depois coloco a foto pra vocês verem.

Quero mandar um beijo especial pra Laura, amiga nova (ou não) que ultimamente tem feito parte do hall de pessoas com quem falo frequentemente. Super beijo, querida!

Pra encerrar, vai a música do Pouca Vogal "Girassóis", que eu passei cantando das 6h as 8h da manhã do domingo. Foi bom hem ;)


Girassóis ( especiamente pra Aline e pra Laura)


Nunca olhei pros lados
Pra não perder a direção
Nem senti meus passos
Na marcha cega encontro uma razão

Talvez perca o emprego
Talvez a sua resposta seja não
Quero dar um jeito
De conseguir pagar a prestação

De passear na grama do parcão
De respirar, deitar ao sol que brilha


Deixo o sol bater na cara
Esqueço tudo que me faz mal
Deixo o sol bater no rosto
Que aí o desgosto se vai

Deixo o sol bater na cara
Esqueço tudo que me faz mal
Deixo o sol bater no rosto
Que aí o desgosto...

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Feliz Aniversário

Olá, queridinhos!
Vejam só vocês: neste dia 27 estou completando 622 anos! Pois é... É estranho, eu sei, pensar em séculos de uma existência, mas é exatamente assim que me sinto. Não, não é uma crise de 20 anos, em que o jovem começa a se sentir um velho e pensa que vai morrer logo logo. Eu não. Nasci há 622 anos atrás, na velha e fria Londres, em 27 de fevereiro de 1488. Rodei a Europa algumas vezes, viajei até a Ásia, conheci a América do Norte e, antes de vir para o Brasil, fiz uma última visita à minha terra natal. Um passeio com um ar de despedida, como se não mais pretendesse voltar até ela, nem mesmo visitá-la. E fique claro que isso realmente não faz parte dos meus planos futuros.
Enquanto vivendo no Brasil - entenda-se vivendo como sendo diferente de "vivo" propriamente dito - tenho outros planos, para um futuro não muito distante, para uma vida simples mas brilhante ao lado de alguém que me mereça (ou me aguente).

É interessante considerar esses seiscentos anos, em vez de apenas os últimos vinte e dois dos quais me lembro. Intrigante pra uns, idiota pra outros. Mas, para mim, simples e seguro. As músicas, principalmente, além da arquitetura de alguns locais, algumas regiões de florestas, histórias e culturas antigas, são o que me dão a certeza de ter realmente vivido esses 600 anos.

Lembro dos meus primeiros anos, diante da imponente Floresta Negra. O vento frio uivando nas folhas dos pinheiros, o chão forrado pelas folhas mortas, marrons, lobos correndo no início da noite e alguns garotos correndo, caçando, brincando. Velha infância de jogos e pequenos prazeres!
Depois, com as mudanças da velha mãe, tive de partir e por muito tempo passei vagando mundo afora.

Aventuras incontáveis, amizades incomparáveis. A felicidade que se exprime em minha alma é inigualável a qualquer outra sensação, qualquer outro sentimento. Simples e pura; logo, nem sempre consigo alcancá-la, visto as complicações que geralmente criamos, dificultando a visualização de coisas simples da vida.

Junto comigo poucos caminharam, principalmente durante todo esse tempo. Perdi amigos, perdi amores... Mas todos certamente seguem seu ciclo de vida de acordo com o que lhes é destinado, assim como eu, fadado a viver por longos e longos anos, mundo afora, até a chegada de meus dias. Sei que não estão distantes, mas vários anos ainda passarão diante de meus olhos e certamente muitas mudanças acontecerão até que eu repouse meu corpo e o devolva à mãe Natureza.
Enquanto isso, meus olhos viajam na Lua, guia de minhas noites, de meus sonhos. Passo os olhos nas nuvens ralas de dias de vento frio e elas me lembram o mar. Ah, o mar, paixão maior de minha vida. Por séculos permaneci diante dele, para minha alegria constante. Jamais, entretanto, me afastei a ponto de não mais sentir sua presença. Continuarei assim e, em breve, devo voltar e viver meus últimos dias diante desse azul imenso que nos protege.
Hoje comemoro, enfim, meus 622 anos. Mas não comemoro sozinho - ainda há a Meri, a Margareth, a Dalila, que faria aniversário se ainda estivesse conosco (Deus a abençõe, onde quer que esteja!) e a Angela.
Minha irmã adotiva querida, uma amiga inexplicavelmente presente em todos os meus dias, mesmo que passemos dias sem nos falarmos diretamente, seja por MSN ou Orkut ou telefone, sabemos muito bem o que acontece e o que vivemos. Não sei ainda quantos anos ela está comemorando, não me lembro em que momento nos encontramos pela primeira vez, mas que neste novo muitas coisas boas se revelem diante de nossos olhos, que a vida nos mostre seu lado mais belo, que o prazer esteja presente em nossos dias e que a Lua sempre possa guiar nossos passos. Se os seus passarem a ser tão soturnos quanto os meus, então que possamos mais ainda guiarmo-nos diante dos desatinos e desafios que o mundo nos entrega.


"Ando só como um pássaro voando. Ando só como se voasse em bando. Ando só, pois só eu sei andar sem saber até quando..."

Para encerrar, frase de autoria desconhecida, mas utilizada pelo grande Machado de Assis, escritor desta terra, ausente há 100 anos:

"Ars longa, vita brevis, occasio praeceps, experimentum periculosum, iudicium difficile."

"A arte perdura. A vida é breve. A oportunidade é sutil. O experimento é perigoso. E o julgamento é difícil".




P.S.: O célebre aforismo "Ars longa, vita brevis", atribuído ao grego Hipócrates, pai da Medicina

domingo, 24 de janeiro de 2010

Ilex paraguariensis

Olá, queridos amigos viajantes das highways infinitas pelo universo paralelo da imaginação.
Hoje quero postar uma música para uma pessoa muito especial.
Milady Erilva, imperatriz das terras quentes do nordeste pediu-me um comentário sobre algumas canções dos Engenheiros, querendo entender meus pensamentos. Acontece que esta música é algo como um refúgio mental para mim. Basta o stress chegar e, cantando-a, imagino as cenas acontecendo, seja comigo, seja com o próprio Humberto Gessinger. Posso ver os detalhes: a garrafa térmica na mesa, a cuia na mão, a porta aberta e a suave neblina subindo cedo do campo que se estende para os morros, onde a grama verdinha floresce, molhada pelo sereno... A única sensação é a solidão, que nesse instante é sinônimo de segurança, de conforto - mesmo que a solidão resulte em um corpo de mulher de curvas perfeitas, deitado sob o edredon no quarto ao lado, repousando após uma noite calorosa. Porém, aquele momento é o da solidão e o único companheiro é o calor do mate quente descendo pela garganta, forrando o estômago e saciando a sede noturna.
Então, mesmo não sendo exatamente o pedido de Eri, vamos à música:

Ilex paraguariensis

Hoje eu acordei mais cedo, tomei sozinho um chimarrão
Procurei a noite na memória... Procurei em vão
Hoje eu acordei mais leve (nem li o jornal)
Tudo deve estar suspenso... Nada deve pesar

Já vivi tanta coisa, tenho tantas a viver
Tô no meio da estrada e nenhuma derrota vai me vencer
Hoje eu acordei livre: não devo nada a ninguém
Não há nada que me prenda

Ainda era noite, esperei o dia amanhecer
Como quem aquece a água sem deixar ferver
Hoje eu acordei, agora eu sei viver no escuro
Até que a chama se acenda

Verde... Quente... Erva... Ventre... Dentro... Entranhas
Mate amargo, noite adentro, estrada estranha

Nunca me deram mole, não (melhor assim)
Não sou a fim de pactuar (sai pra lá)
Se pensam que tenho as mãos vazias e frias (melhor assim)
Se pensam que as minhas mãos estão presas (surpresa)

Mãos e coração livres e quentes: chimarrão e leveza
Mãos e coração, livres e quentes: chimarrão e leveza

... Ilex paraguariensis...
... Ilex paraguariensis...


É como um grito de liberdade, sinto-me como fazendo parte da natureza ao cantar essa música. Como se nada que estivesse ao meu alcance pudesse me ferir, pois o mundo está à minha volta e me protege de qualquer mal. Há uma sensação de segurança, de leveza... Simplesmente difícil explicar. É a imaginação fluindo de leve e atingindo o mais profundo abrigo dentro da alma.

E 2010, de certa forma, começou assim, pra mim - leve, como brisa, com ar de liberdade, de "não dever nada" e estar sem nada me prendendo. Os planos para este ano já sofreram algumas modificações. Aconteceram coisas pelas quais eu não esperava, reações que temia e que me forçaram a replanejar meus próximos dias. Espero que aos poucos os novos planos possam se encaixar no meu dia-a-dia sem prejudicar nada.

Enfim, minha formatura está chegando e quem me conhece sabe o quanto estou ansioso. Há diversas coisas que estou esperando para o dia 30 de janeiro, entre elas, obviamente, minha formatura. Mais especial, porém, serão duas visitas que receberei:


Uma é a Annieli, menina que não tenho nem palavras para descrever. Alguém que merece todo respeito e consideração. Certamente de minha parte (e de meu pai, seu fã #1) ela tem muita confiança. =D













A outra visitante é a Isabela. Dessa também não tenho muito que falar - sua presença e meus olhos já falam o necessário. Estou muito feliz por sua presença nesse dia tão importante e também pelo fato de ela ter aceitado a proposta de ser minha madrinha. ¢.¢

Só vai faltar mesmo milady Eri, que infelizmente (ou não) está longe demais. Mas o tempo que resolve todas as coisas certamente nos dará as oportunidades necessárias para corrigirmos o que ainda fica suspenso ente nós.



Beijos a todos que passarem por aqui para partilhar de minha alegria!

sábado, 30 de maio de 2009

abacaxicomcanela

Olá, cidadãos dessa cidade chuvosa, de cidades alagadas ou de desertos, brasileiros ou não; sem horas e sem dores, público presente de um dia qualquer, sintaxe á vontade, nesse mundo, ora limpo, ora imundo, pois se eu me chamasse Raul ou Raimundo, não seria rima, o céu não seria solução.

Lembrando que o dia 8 de maio de 2009, foi a data do lançamento do novo álbum do Lacrimosa, junto com mais duas surpresas pela banda: Sehnsucht vem com novas composições de Tilo Wolff e Anne Nurmi, gravados na Suíça, pela Hall Of Sermon. Além desse album, estão sendo lançados o single Feuer e Sehnsuch Special Edition, com versões alternativas das novas canções. Empolgado? Tsc tsc.. Magina!! ;) www.lacrimosa.ch



Enfim, o que venho apresentar hoje é o que diz o título do post: ABACAXI COM CANELA.



Na verdade, foi só uma brincadeira que fiz nãomelembroporquê e achei engraçado. E já que abacaxi é uma palavra de origem tupi-guarani, vou postar uma música e fazer uns comentários sobre isso. A composição é de... Hmmm... E se chama... Não sei... aheuheeuahea

Ah, sim. A música é Tu Tu Tu Tupi, composta pelo carinha que faz a trilha sonora de Cocóricó e Castelo Ra Tim Bum. É, e de criança...


Tu Tu Tu Tu Tu Tupi

Todo mundo tem um pouco de índio
Dentro de si. Dentro de si

Todo mundo fala língua de índio
Tupi Guarani. Tupi Guarani

E o velho cacique já dizia
Tem coisas que a gente sabe e não sabe que sabia e ô e ô

O índio andou pelo Brasil
Deu nome pra tudo que ele viu
Se o índio deu nome, tá dado!
Se o índio falou, tá falado!
Se o índio chacoalhou tá chacoalhado! e ô e ô

Chacoalha o chocalho! Chacoalha o chocalho! Vamos chacoalhar! Vamos chacoalhar! Chacoalha o chocalho! Chacoalha o chocalho Que índio vai falar:

Jabuticaba Caju Maracujá Pipoca Mandioca Abacaxi
É tudo tupi. Tupi guarani.

Tamanduá Urubu Jaburu Jararaca Jibóia
Tatu Tu Tu Tu
É tudo tupi. Tupi guarani

Arara Tucano Araponga Piranha
Perereca Sagüi Jabuti Jacaré
Jacaré Jacaré: Quem sabe o que é que é?
- Aquele que olha de lado...
É ou não é?

Se o índio falou tá falado
Se o índio chacoalhou tá chacoalhado e ô e ô

Maranhão Maceió Macapá Marajó
Paraná Paraíba Pernambuco Piauí
Jundiaí Morumbi Curitiba Parati
É tudo tupi

Butantã Tremembé Tatuapé
Tatuapé Tatuapé quem sabe o que é que é?
- caminho do Tatu...

Tu Tu Tu Tu
Todo mundo tem um pouco de índio
Dentro de si. Dentro de si

Todo mundo fala língua de índio
Tupi Guarani. Tupi Guarani
e ô e ô!


Isso, muito bom!! Agora, pare. Pense. Analise... Pra viver uma vida feliz e com realizações, são necessárias respostas!
E para obter respostas, nada melhor que perguntas. E minha pergunta é:

Se tatu tem origem tupi guarani e tatuapé, de mesma origem, significa "caminho do tatu", então, é essa a origem da expressão "à pé"? Pense comigo... À pé segue quem caminha, quem segue um trajeto andando sobre os próprios pés. Não é como o tatu? Então, tatuapé significa "local de caminhada do tatu". OMG!!! Aehuaehaeuaehuaeuhaehae


Mais uma coisa: De quem foi a idéia de assar um abacaxi?? Pense que é bom pra comer com churrasco. Eu acho que alguém tava preparando uma salada e derrubou o abacaxi na churrasqueira. Ou então aqueles sobrinhos chatos pegaram um abacaxi e espetaram, colocando junto com a carne pra fazer gracinha, como se fosse um pernil de Natal, aqueles redondinhos suculentos OMG² que delícia!!
O fato é que o tio tava tão bêbado que cortou o abacaxi e comeu pensando ser um pernil de Natal, naquela festa de 1 de Maio, serviu pra galera e fez sucesso. Vai saber...
Ou então teve origem naqueles restaurantes vegans que quiseram copiar a maioria e fazer um churrasco saudável. Por que não? =P

Aliás, falando em vegetarianos, gostaria de expressar meu descontentamento com uma propaganda da MerdCard, digo, MasterCard, quando disseram que "não ter amigos vegetarianos não tem preço".
Qual é o maldito problema em se ter amigos vegetarianos? Eu vou dizer uma coisa que eu percebi. Você não conhece muitos vegetarianos, exceto se você for vegetariano. Neste último caso, tudo bem, você é um deles. Mas, caso não seja, perceba que existem dois tipos de vegetarianos: os muito chatos, que tentam explicar o por quê de eles serem vegetarianos, o suposto mal que a carne faz, a capacidade de absorver proteínas de outras fontes e blablablas, portanto, não são seus amigos; e os seus amigos, o que significa que eles são vegetarianos e tudo bem.
Sendo assim, digo, se os chatos serão sempre chatos e seus amigos são seus amigos mesmo, qual o problema? Um amigo vegetariano não é tão legal quanto um amigo carnivorista?
MasterCard, me envergonhei...

E por falar em amigos, deixo aqui meus beijos e abraços, ainda a serem distribuidos. Eles vão para:

Angela, maninha linda (Mgá); David, maninho lindo hauhau, de RJ; Isa, Caah, Augustinho, Li e Pietra Previate, família linda de Cianorte; Amoin Mary marvelósachelósadeliciósaqueamomuito; Fabi, que tem se mostrado um cérebro em constante reformuação, estou muito contente com nossas conversas e o desenvolvimento que ela vem sofrendo, sempre aprofundando mais os nossos assuntos; pessoas queridas de Maringá (Raíssa, principalmente), de Paranavaí (Kuka, Arieska, outros), Umuarama (Deh, Jeeh, Ve, Mandinha, outros) e quem mais estiver na minha mente e eu não estou enxergando agora. ^^





P.S.: Penso também que caberia aqui embaixo a música "Canibal Vegetariano Devora Planta Carnívora", mas ae ficaria muito mais extenso.