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domingo, 23 de janeiro de 2011

O Mal É Contagioso

Pra quem não entendeu o último post, de novembro passado, devo minhas sinceras desculpas se pareci depressivo ou odioso. Não se enganem. Eu não sou alvo da depressão, meus queridos leitores.


Vou dizer o que aconteceu naqueles dias. Meus pais estavam saindo de viagem, eu tive um pesadelo terrível, mas uma daquelas batalhas épicas contra algum criminoso que tentava me alcançar, vários amigos estavam trabalhando nas operações do RJ. Eu sei que aquilo não é como controlar uma rebelião num presídio, nem conter um bando de torcedores fanáticos que estão fazendo arruaça. Muito menos estar em uma guerra militar. Aquilo é uma guerra civil e numa guerra civil não há como prever os movimentos do inimigo. E sim, eu estava MUITO preocupado. Sem falar, ainda, em outras coisas totalmente sem sentido que eu estava carregando em minha vida naqueles dias. Alguns dias depois daquele post, decidi mudar, olhar para novos horizontes. Não apenas queria explodir as grades, mas sim, o fiz e ainda voei. Voei alto e agora estou no alto da montanha, inspirado pelo estimado AgaGê, poeta da razão. Mas no fim das contas, aquele sentimento ainda permanece.
E pra quem quiser entender no que eu estava pensando, segue a letra de O Mal É Contagioso, de Daddo Villa-Lobos, escrito para a trilha sonora do filme Bufo & Spallanzani (2001), que, inclusive, indico aos amigos. Romance policial, nacional, de qualidade. E vejam vocês que eu nem gosto tanto de filme nacional heim... =D
Preparem-se para uma viagem. pra quem quiser, a música está disponível para ouvir em www.radio.uol.com.br. Procurem na letra D, página 2, Daddo Villa-Lobos. E divirtam-se!








Não adianta, eu sou viciado em perceber a oculta celebração rascante do instinto mórbido extravagante.
Eu sou detetive, e todo detetive olha prás pessoas, olha em volta e pergunta:
- Mefistófeles você está aí?
Olha para uma pessoa e pergunta:
- Até aonde você é capaz de ir?

Não adianta, cada minuto de civilização na minha mente pede uma hora de barbárie. Pede na mente de qualquer pessoa, e eu pergunto:
- E aí rapaz, o teu pensamento criminal é calculado ou passional? Fala pra mim, pacato. Fala pra mim, mulher responsável. Fala pra mim, singelo. Fala pra mim, homem de bem. Teu pensamento criminal é calculado ou passional?

- Mefistófeles você está aí?
Eu sou detetive, eu vivo perguntado isso.
- Mefistófeles você está aí? Você tá em Moscou? Você tá no Rio? Você tá em São Paulo? Mefistófeles liga pra mim, porque não tem jeito, eu estou sempre ligado na caixa postal do mal. Liga pra mim.

Não é apologia, é apenas a consciência da sinistra harmonia. Da estranha harmonia, da suculenta harmonia entre o bem e o mal. O bem é uma boca, o mal é outra boca. Da saliva desse beijo sai a nossa alma.
Eu sou detetive. Consciência policial é como uma consciência religiosa do submundo. Médico, polícia, puta, advogado, todos vivem de botar o dedo na ferida da vida. Não é apologia é apenas uma estranha harmonia.
Maquiavélicos, Exus de Messalina, Sade vivem soprando no ouvido da humanidade a tentação de usar o próximo como alvo de prazer, de rapina de prazer. Rapina de sentimento, de tudo. E eu sou detetive. A pergunta que não se cala na minha consciência é:
- Mefistófeles onde é que você está, você está em Moscou, você tá em Nova York, você tá na Oceania? Liga pra mim Mefistófeles.
A civilização é um intervalo na minha fixação, na minha obsessão. Eu to sempre ligado por profissão na caixa-postal do mal. Liga pra mim.
- Mefistófeles, você tá aí?
Quando eu ando na rua eu fico perguntando pra cada esquina, pra cada pessoa:
- Mefistófeles, você tá aí?
Eu sou detetive! Médico, puta, advogado, bandido...
Cada minuto de civilização na minha consciência pede uma hora de barbárie.
E eu pergunto pra você:
- Teu pensamento criminal é calculado ou passional? E aí você, garota. O que que você tem de triplamente qualificado?
- Mefistófeles, você tá ai?
Eu sou viciado em perceber a oculta celebração rascante do instinto mórbido extravagante. Maquiavélicos, exus de Messalina, Sade soprando no ouvido da humanidade...
A civilização é apenas um intervalo na minha fixação. Eu sou detetive!
Eu vivo botando o dedo na ferida. Médico, puta, advogado, aventureiro...
- Mefistófeles, você tá aí? Até onde você é capaz de ir, mulher responsável?
Diz pra mim... Diz pra mim... Maquiavélicos, Exus de Messalina, Sade.
Não adianta, a civilização é um intervalo na minha fixação. Eu sou detetive!
Eu sou detetive...
O mal é uma boca o bem é outra boca. Da saliva desse beijo nasce... Surge a nossa alma. Alguém tem que fazer o serviço.
- Mefistófeles, você tá aí? Você tá em Moscou? Liga pra mim... Porque eu to ligado na caixa postal do mal. Liga pra mim, Mefistófeles.
- Um Crime nunca existe isolado, num estado de pureza.
Teima...
- O mal é contagioso.
Minha consciência teima...
- O mal é contagioso.
Teima...
- O mal é contagioso.
Cada minuto de civilização pede uma hora de barbárie...

(Narração de Tony Ramos, em cena do filme Bufo & Spallanzani, 2001)

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Trocando em miúdos

É engraçado com as vezes a gente se "apaixona" por algumas pessoas, o que, a princípio, é algo inimaginável. Por exemplo, uma garota que eu vejo volta e meia. Ela é simplesmente fascinante. Nada demais, se comparando a outras (inclusive mais velhas) que se vê por aí. Mas ela, em especial, chama muito a atenção.

Homem é uma coisa séria, não é mesmo? As vezes me questiono sobre os meus sentimentos e acabo definindo-os muito bem, mas sempre há uma graaande complicação na parte de "como" você sente, o que é bem diferente de "o que" você sente.

Ahh. Vamos parar com os devaneios, pq isso é coisa pra Liih_Amoriim. AHEuhaeuhaeuhae.

Continuando (inevitável), no Formspring me perguntaram o seguinte: "vc tá com alguém?"
Como assim, eu estou com alguém? Em que sentido? Se há alguém especial na minha vida? Sim! Todos os meus amigos! Se há alguém que eu ame muito? De certo! pais, amigos, primos, irmãos... E se há uma mulher que me desperte um sentimento diferenciado, sim. Também há. Mas não iria responder tudo isso, então cito esta música, do Engenheiros do Hawaii, gravada no disco Minuano (1997):

Humano Demais

De tudo que é humano nada me é estranho
Se o mar não tá pra peixe desse tamanho
Eu não esquento, eu não me iludo
Eu troco em miúdos o primeiro toque
!E nada pode ser maior! ...

De tudo que é humano nada me é estranho
Fruto e semente... Criatura e criador
As curvas da estrada... As pedras no caminho
Os filmes de guerra e as canções de amor
!Nada pode ser maior! ...

De tudo que acontece nada me surpreende
Tudo me parece !tão normal!
Um big mac... Maktub...
Drops de Deus... Filosofia fast-food
!Nada pode ser maior!
Não é ciência exata, não acontece em tempo real
É demais! Humano demais!
Não é ciência exata, não acontece em tempo real
É demais! Animal!
Agora somos só nós dois: eu e minha circunstância
Sempre foi só nós dois: eu e minha circunstância
Sempre só nós dois: eu e eu e eu e eu e eu...
Não é ciência exata, não acontece em tempo real
É demais! Humano demais!
Não é ciência exata, não acontece em tempo real
É demais! Animal!

...não é ciência exata...
...não é ciência exata...
...não é...nada pode ser...
Maior!

Poxa, essa música que diz tanto em tão pouco, que diz tudo e ao mesmo tempo nada, só nos faz refletir e chegar às mais diversificadas e misteriosas conclusões.
Eu, por exemplo, poderia muito bem estar ao lado de alguém em especial, mas, como dito, estamos juntos apenas eu e minha circunstância.


Seguindo nas curvas do caminho, quem pode, sabe onde me encontrar. Quem não encontra é por pura falta de vontade.


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(44)9803-5678


Pronto. Não tem mais desculpa, né?


Beijos a todos!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

X-Burg

Olha só um final de semana que foi muito bom em Engenheiro Beltrão, no aniversário do Fabrício.
Piazada muuito louca, alguns carros girando no campinho com a grama molhada pelo sereno da noite, muita música, animação, algumas garotas bonitas, sem briga, sem drogas... Quem queria beber, bebeu; quem não queria, não bebeu e ficou tudo bem assim mesmo. =)
Há tempos não pegava uma festa assim, boa mesmo só com a turminha da UTFPR, 3º ano de 2005. A Aline foi junto pra ajudar a melhorar o ambiente festivo ^^

Na foto dos casais, Fabrício e Mayara, Dih e Aline e Edilson e Jéssica.
Não vou comentar que nós começamos a festa as 21h do sábado (eu, Lih, Edilson e Jéssica chegamos um pouco mais tarde) e acabamos ontem, às 18h. Deixa baixo.

Terminando o embromation, quero dizer que foi extremamente bom ter passado essas horas com aquele pessoal. Cada um se divertiu do seu jeito, sem exageros, no melhor estilo "juventude". Hehe.

O título eu escolhi porque na escapadinha que demos (eu, Liiih, Edilson e Jeh) fomos numa lanchonete (que obviamente não vou citar o nome) tinha um anúncio de um delicioso X-Burg (X-burguer é pros fracos, como diria a aLiiine). Enfim, é só graça. Piada de fim de tarde mesmo. Depois coloco a foto pra vocês verem.

Quero mandar um beijo especial pra Laura, amiga nova (ou não) que ultimamente tem feito parte do hall de pessoas com quem falo frequentemente. Super beijo, querida!

Pra encerrar, vai a música do Pouca Vogal "Girassóis", que eu passei cantando das 6h as 8h da manhã do domingo. Foi bom hem ;)


Girassóis ( especiamente pra Aline e pra Laura)


Nunca olhei pros lados
Pra não perder a direção
Nem senti meus passos
Na marcha cega encontro uma razão

Talvez perca o emprego
Talvez a sua resposta seja não
Quero dar um jeito
De conseguir pagar a prestação

De passear na grama do parcão
De respirar, deitar ao sol que brilha


Deixo o sol bater na cara
Esqueço tudo que me faz mal
Deixo o sol bater no rosto
Que aí o desgosto se vai

Deixo o sol bater na cara
Esqueço tudo que me faz mal
Deixo o sol bater no rosto
Que aí o desgosto...

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Voar, voar...

Eu hoje sonhei que estava voando. Sim, dentre vários sonhos desconexos (ou não) que tive, o principal, último e mais agradável era isso: estava com alguns amigos, em um local reservado, algo como uma chácara, próximo (bem próximo, do tipo "cruze o asfalto") a uma cidade, em que várias pessoas se encontravam para comemorar o final de semana. Quase uma AABB.

O fato é que um garotinho, devia ter uns 10 anos, me guiou por entre aquelas pessoas, passamos ao lado do restaurante, sobre a pequena ponte, atravessando o lago que circundava as construções em madeira, de característica rústica, porém, aconchegante.
Ao chegarmos do outro lado ele me disse:
- Agora pule, posicione-se na horizontal e faça assim com as mãos - movimentando-as em ondas deslizantes no ar. Acompanhei-o, imitando o movimento. Ele abriu um sorriso e me incentivou, como se estivesse abrindo caminho para mim.
Dei alguns passos acelerados e me atirei contra o vento, indo de barriga em direção ao chão. Porém, antes que o tocasse, senti-me flutuando, como se estivesse dentro do lago que nos sondava em misterioso silêncio a poucos metros dali.
Movimentei as mãos em ondas, como se estivesse mergulhando, imitando o movimento de um golfinho, o que me fez deslizar livremente. E eu fazia os movimentos cada vez mais rápidos, com mais facilidade, até pegar velocidade e me direcionar para a pequena mata ao redor da propriedade em que estávamos. Foi maravilhoso. Depois, ainda, voltei voando em direção àqueles primeiros que estavam no local, nas churrasqueiras, perto da entrada, que nos viram chegando uns poucos minutos atrás. De repente, foi como se algo me estivesse puxando em direção ao chão. Não conseguia mais me manter flutuando. "Está na hora", pensei. Então, tudo se desmanchou, toda aquela cena se desfez, com a sirene disparada, em meu celular, despertei, novamente em meu quarto.

Interessante porque há alguns meses eu me questionava sobre o impulso de "liberdade" que as crianças apresentam. A maior parte delas demonstra algo como que um impulso natural para o vôo e para a velocidade.
Observando um garotinho brincando com carrinhos, de flexão ou não, observamos que há a intenção de movimentar o objeto com velocidade potencial. Quer dizem, em vez de atirar o brinquedo pelos cantos da casa, ele o movimenta lentamente, mas em sua imaginação a corrida se faz a mais de 80 Km/h. Uma garotinha no banco, outro dia, brincava com sua pelúcia, fazendo-a flutuar levemente, como se um porco espinho fosse dotado de um dispositivo como um jetpack, indo para cima e para baixo, sem limites, ignorando totalmente a força da gravidade.
Sabe-se, pelo estudo da Doutrina Espírita, da capacidade da alma de deslocar-se livremente pelo espaço. Seria então, durante a infância principalmente, a exteriorização da "impressão" (enquanto lembrança) dessa capacidade? Obviamente, almas menos evoluídas não tem tanta liberdade, mas possivelmente perceberam isso de outros espíritos ou carregam consigo o sentimento inato da capacidade que possuem, mesmo sem saber como é e como funciona.

Enfim, doce liberdade que preenche ossos momentos de "cérebro vazio". Nos dias de nossas vidas sobram os sonhos e as vontades, faltam algumas capacidades.
Pra encerrar o post, fica uma música do blindagem, chamada Gaivota, composta por Alberto Rodriguez, Ivo Rodrigues Jr. e Paulo Teixeira:




GAIVOTA

Sou gaivota por sobre o mar
Meu vôo é volta de qualquer lugar
Desapareço no tempo, no ar
Antes que um olho consiga piscar
Num vôo razante
O que eu vi não dá pra acreditar
Dá pra acreditar?

Minhas penas tremendo
Me levem daqui
Faço parte do vento
Vou me embora correndo...

Se acalme, se acalme...


















(Imagem: "Learning To Fly", by Jessica Gregory, acrilic and oil)

sexta-feira, 9 de abril de 2010

O Tempo Não Pára

E então me peguei pensando sobre o tempo. Que é o tempo? Perguntado a Santo Agostinho, ele disse "Quando não me perguntas sobre o tempo, eu sei o que é o tempo. Quando me perguntas sobre o tempo, eu nada sei sobre o tempo." Convenção humana, é fato que a natureza segue em ciclos rumo ao fim do mundo, tal como o conhecemos hoje. Séculos se passam, eventos geológicos e astronômicos se repetem.
Que é isso que diz que a Lua a cada ano afasta-se 5cm da Terra? E esse lance de o Sol estar morrendo, de nossos primeiros planetas serem tragados pela sua força final e de 2012 representar o fim do calendário Maia?O que significa dizer que os pântanos de Everglades estão no final de um período estacionário em sua atividade e que a qualquer momento aquilo tudo (que hoje é o maior vulcão em atividade do mundo, dezenas de vezes maior que os demais) pode explodir, causando um impacto incalculável à natureza terrestre? Como é isso de dizer que nós estamos em um período intermediário a uma e outra era glacial?

De fato, há muitas coisas a se esperar com o tempo. Nós o usamos para garantir uma ação prévia, mesmo que psicológica, de preparo, de socorro, prevenção, algo que nos faça lembrar de quantas coisas nós nos safamos, fazemos ou não, etc.
O nosso cérebro, assim como de outros animais, marca o dia de acordo com a posição do sol, temperatura, direção do vento. Sensações de fome, sono, euforia, mudam de acordo com o período pelo qual passamos.

Ontem, porém, conversei com um senhor, creio eu próximo dos 60 anos de vida, se não mais, que estava a preencher um documento para mim. Ele me fitou durante alguns segundos e então me perguntou: "Em que mês estamos?"
Obviamente ele não estava com problemas de memória. Pensei, então, buscando entender o motivo de não ter-se preocupação com o tempo, com o que ele representa. Afinal, há tantas coisas na vida que nós não fazemos por falta de tempo. Muitas vezes me justifiquei assim. Crime! Para que culpar quem nem mesmo existe? A culpa, porém, torna-se real por comprometer aquilo que deveria ser e não foi. Tudo aquilo que se postou diante de nós e foi renegado por comodismo, por desinteresse, por baixa auto-estima, por orgulho, egoísmo, vingança, autopiedade, indiferença ou qualquer outra podridão que tenha partido de nossas almas impuras.

Portanto, analisemos essa música, de autoria diversa, cantada por Cazuza e Frejat, no querido Barão Vermelho:

O TEMPO NÃO PÁRA


Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou o cara
Cansado de correr na direcao contraria
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara

Mas se voce achar que eu to derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não pára

Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão da caridade de quem me detesta
A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára

Eu não tenho data pra comemorar
Às vezes os meus dias são de par em par
Procurando agulha no palheiro

Nas noites de frio é melhor nem nascer
Nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer
E assim nos tornamos brasileiros

Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro
Transformam o país inteiro num puteiro
Pois assim se ganha mais dinheiro

A tua piscina ta cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára



















É por essas e outras que a vida está como está
E eu hoje, 09 de abril, tenho um motivo pra chorar.
Faleceu ontem à noite Ivo Rodrigues Jr., vocalista da banda curitibana Blindagem, sucesso nacional dos anos 80. Ivo foi considerado o melhor cantor do Sul, em '66, formou a banda em '69 e desde então os carinhas vinham fazendo suas poucas apresentações em Curitiba apenas. Ivo era o tipo de cara brincalhão, piadista e sempre acompanhado de seu violão despertava-me a curiosidade de conhecê-lo. Esperei demais. Meu tempo acabou e agora fica minha estima a essa pessoa e o desejo de encontrá-lo, daqui há alguns anos, melhor do que estava em seus últimos dias aqui em nossas terras frias. Descanse em paz, Ivo!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Um sujeito e sua oração

"Sem horas e sem dores
Respeitável público pagão
Bem vindo ao teatro mágico!
Sintaxe a vontade...

Sem horas e sem dores, respeitável público pagão!
A partir de sempre toda cura pertence a nós.
Toda resposta e dúvida!
Todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser.
Todo verbo é livre para ser direto ou indireto.
Nenhum predicado será prejudicado, nem tampouco a vírgula, nem a crase, nem a frase e ponto final! Afinal, a má gramática da vida nos põe entre pausas, entre vírgulas...
E estar entre vírgulas é aposto. E eu aposto o oposto que vou cativar a todos sendo apenas um sujeito simples, um sujeito e sua oração. Sua pressa e sua prece.
Que a regência da paz sirva a todos nós... Cegos ou não, que enxerguemos o fato de termos acessórios para nossa oração, separados ou adjuntos, nominais ou não.

Façamos parte do contexto da crônica e de todas as capas de edição especial.
Sejamos também o anúncio da contra-capa! Mas ser a capa e ser contra-capa é a beleza da contradição. É negar a si mesmo. E negar a si mesmo é muitas vezes, encontrar-se com Deus...
Com o teu Deus...



Sem horas e sem dores, que nesse encontro que acontece agora cada um possa se encontrar no outro e que o outro possa se encontrar no um. Até porque tem horas que a gente se pergunta...


POR QUE É QUE NÃO SE JUNTA TUDO NUMA COISA SÓ??




E eu me pergunto como pode a poesia de um único homem influir tanto no mundo, fazer com que tantas pessoas vibrem em um mesmo ideal... Na verdade, minha dúvida não é quanto a isso, mas sim quanto a como as pessoas podem, ao ver uma situação como esta, ao observar a realidade d um homem como Fernando Anitelli, como Humberto Gessinger, como Cazuza, Renato, Raul, Bono e tantos outros que atraem multidões, todos de alguma forma indagando as populações sobre a vida, sobre a verdade, sobre o mundo, podem insistir em continuar negando toda essa influência.
Como alguém pode querer transformar tudo isso em coisas distintas, enquanto é óbvio a proximidade entre todos, entre tudo, a tal ponto que juntar tudo numa coisa só seria praticamente o óbvio por si só... E assim me pergunto, com tantos mensageiros do Cristo em nosso meio, disfarçados de "simples" músicos ou artistas, poetas, escritores, além da palavra do Mestre perpetuada no mundo pela pregação de seus apóstolos daquele tempo, retransmitida ao homem de hoje de tantas maneiras (várias enganadoras e com propósitos degradantes, além das inocentes interpretações das palavras de Jesus por mentes ainda infantis) como podem alguns negarem-lhe a existência, a sabedoria e a pureza?


Da mesma forma que Hitler conduziu multidões, Jesus nos convida a segui-lo. "Vende seus bens, distribua o lucro aos necessitados, vem e segue-me". Obviamente não vamos virar peregrinos em pleno século XXI e viver mendigando por aí. Apenas deveríamos pensar um pouco mais, respeitar um pouco mais, sentir um pouco mais e viver um pouco mais a beleza que é ser cristão.


O que vemos hoje é uma sociedade rancorosa, melindrosa, que ofende e se ofende por qualquer bobagem, que rouba, que mata, que corrompe, que desvia, disfarça, devassa, as mais absurdas falcatruas.


E A PREFEITURA QUE CENSUROU O CQC NO PROGRAMA DA SEGUNDA, QUE VERGONHA! DEFENDENDO A DIRETORA DA ESCOLA MUNICIPAL QUE GANHOU DO PROGRAMA A TV NOVINHA E QUE FOI RASTREADA POR UM GPS, COMPROVANDO SUA PRESENÇA NA CASA DA DIRETORA EM VEZ DE NA ESCOLA! QUE VERGONHA!


Pensar, pensar. Esta a chave para o conhecimento. A reflexão sobre o mundo, sobre a vida, sobre nossos atos, sobre os atos do próximo, não enquanto juízes, mas enquanto aprendizes do que se deve ou não fazer. Seguir a ética é fácil: faça tudo aquilo que desejaríeis que vos fizessem. Jesus, gente! Percebam que eu não estou falando de religião, mas sim sobre RELIGIOSIDADE, coisa que muitos "religiosos" não tem.


Sinto falta daqueles filósofos que falavam todas aquelas coisas bonitas no passado. Mas as vezes me pergunto se eles não seriam todos amontoados como uma coisa só e colocados de lado, tal como foi/está sendo feito com tantos outros...


Beijos a todos!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Coração Blindado

Para milady Erilva, mais uma canção dos Engenheiros do Hawaii. Interessante que sobre esta canção eu não pensara antes de maneira crítica, quer dizer, não a avaliei psicologicamente ainda. No entanto se faz mais uma canção do EngHaw que mostra a nossa realidade. Algumas vezes penso que vou entrar em depressão por ter ao meu redor - e conseguir perceber - toda essa realidade, enquanto tantos há que não se dão conta do que dizem nossos poetas. Não apenas no caso de Engenheiros do Hawaii, mas também Legião Urbana, Cazuza, Cássia Eller, Rita Lee e os Mutantes, Ney Matogrosso, Pedro Luís e a Parede, Pitty, Lou, Titãs, Paralamas e outros. Lembrando que estamos citando apenas os brasileiros. Se formos pra Argentina já será uma completa Revolução, tal como o próprio Revolução por Minuto desejava fazer em seu tempo. Quem entende as palavras de cada um desses homens? Quem entende o grito, o sussurro, a frase de guitarra ou a base agressiva do baixos? Quem entende as viradas na bateria ou a leve percussão ecoando no fundo da melodia? Poucos... Vamos a mais uma.

Fácil falar
Fazer previsões depois que aconteceu
Fácil pintar o quadro geral
Da janela de um arranha-céu

Sem ter que sujar as mãos
Sem ter nada a perder
Sem o risco de pagar pelos erros que cometeu

Fácil achar o caminho a seguir
Num mapa com lápis de cor
Moleza mandar a tropa atacar
Na tela do computador

Sem o cheiro
Sem o som
Sem ter nunca estado lá
Sem ter que voltar pra ver o que restou

Com a coragem que a distância dá
Em outro tempo em outro lugar
Fica mais fácil

Fácil demais
Fazer previsões depois que aconteceu
Fácil pensar nas condições ideais
Que nunca existirão

Sempre à distância
Sem noção
O que rola pelo chão
Não são as peças de um jogo de xadrez

Com a coragem que a distância dá
Em outro tempo em outro lugar
Tudo é tão fácil


É como conversar via MSN. O que se diz? O que se pensa? Com toda a blindagem que um monitor e um cabo de rede nos concedem, fica fácil ir a qual lugar, falar com qualquer um, fazer qualquer coisa. Sabe aquele amigo chato que faz despertar a vontade de mandá-lo fazer aquele tipo de coisa indesejável a qualquer um? Faz-se via MSN sem peso na consciência. E caso a culpa se mostre, tudo bem. Criamos um "Fake", invadimos um perfil e fazemos um estardalhaço.

Dizer a alguém em um fim de conversa "Te amo" fica tão fácil quanto dizer "Bom dia!". E o real significado disso tudo simplesmente perde-se por aí, fica esquecido, abandonado. Daqui a um tempo os filósofos (se é que ainda existem filósofos por ai) vão ter que acrescer à expressão um algo a mais, para demonstrar a verdadeira expressão dos sentimentos, porque dizer a alguém que está a amar vai ser como dizer que tem sede.

Seria bom se começasse a se pensar sobre algumas dessas coisas, pois o sentimento - não mais o sentimentalismo, porque hoje em dia isso é coisa de velho ou "boiola", como dizem - está se acabando. À distância, conforme nos ensina a TV (de televisão, ou visão à distância), há coragem, poder e vontade de se fazer tudo. Porém eu quero ver quem terá coragem de chegar em seu amado, olhá-lo nos olhos e dizer o que sente, o que o incomoda, olhar nos olhos do inimigo e dizer que o perdoa (isso poucas pessoas têm de fazer; não de olhar, mas de perdoar), olhar nos olhos de seus pais, filhos e demais parentes, amigos, aquele vizinho desconhecido, e dizer sinceramente "Tenha um bom dia", "Eu amo você", "minha vida é ao seu lado", "Obrigado por sorrir pra mim, por me fazer feliz, por mudar o meu humor no dia de hoje". Quase ninguém tem coragem.

Assim como ninguém tem coragem de seguir a lei e não ouvir música alta após as 22h, em frente a hospitais, não estacionar na vaga para deficientes (quando não se é deficiente), furar fila, gritar ao celular, brigar com a esposa, sonegar impostos, desviar verbas e bens públicos, furar um sinal vermelho.............. (lista infindável de coisas que o ser humano faz e nem se dá conta de quanto pode prejudicar o resto do mundo, resultando em sua própria desgraça).

O que se perde quando os olhos piscam?
Saudades, Eri. Espero que tenha servido pra alguma coisa ;)








Saudades da Isa. (LL)
Lichtgestalt, in deren Schatten ich mich drehe...

domingo, 24 de janeiro de 2010

Ilex paraguariensis

Olá, queridos amigos viajantes das highways infinitas pelo universo paralelo da imaginação.
Hoje quero postar uma música para uma pessoa muito especial.
Milady Erilva, imperatriz das terras quentes do nordeste pediu-me um comentário sobre algumas canções dos Engenheiros, querendo entender meus pensamentos. Acontece que esta música é algo como um refúgio mental para mim. Basta o stress chegar e, cantando-a, imagino as cenas acontecendo, seja comigo, seja com o próprio Humberto Gessinger. Posso ver os detalhes: a garrafa térmica na mesa, a cuia na mão, a porta aberta e a suave neblina subindo cedo do campo que se estende para os morros, onde a grama verdinha floresce, molhada pelo sereno... A única sensação é a solidão, que nesse instante é sinônimo de segurança, de conforto - mesmo que a solidão resulte em um corpo de mulher de curvas perfeitas, deitado sob o edredon no quarto ao lado, repousando após uma noite calorosa. Porém, aquele momento é o da solidão e o único companheiro é o calor do mate quente descendo pela garganta, forrando o estômago e saciando a sede noturna.
Então, mesmo não sendo exatamente o pedido de Eri, vamos à música:

Ilex paraguariensis

Hoje eu acordei mais cedo, tomei sozinho um chimarrão
Procurei a noite na memória... Procurei em vão
Hoje eu acordei mais leve (nem li o jornal)
Tudo deve estar suspenso... Nada deve pesar

Já vivi tanta coisa, tenho tantas a viver
Tô no meio da estrada e nenhuma derrota vai me vencer
Hoje eu acordei livre: não devo nada a ninguém
Não há nada que me prenda

Ainda era noite, esperei o dia amanhecer
Como quem aquece a água sem deixar ferver
Hoje eu acordei, agora eu sei viver no escuro
Até que a chama se acenda

Verde... Quente... Erva... Ventre... Dentro... Entranhas
Mate amargo, noite adentro, estrada estranha

Nunca me deram mole, não (melhor assim)
Não sou a fim de pactuar (sai pra lá)
Se pensam que tenho as mãos vazias e frias (melhor assim)
Se pensam que as minhas mãos estão presas (surpresa)

Mãos e coração livres e quentes: chimarrão e leveza
Mãos e coração, livres e quentes: chimarrão e leveza

... Ilex paraguariensis...
... Ilex paraguariensis...


É como um grito de liberdade, sinto-me como fazendo parte da natureza ao cantar essa música. Como se nada que estivesse ao meu alcance pudesse me ferir, pois o mundo está à minha volta e me protege de qualquer mal. Há uma sensação de segurança, de leveza... Simplesmente difícil explicar. É a imaginação fluindo de leve e atingindo o mais profundo abrigo dentro da alma.

E 2010, de certa forma, começou assim, pra mim - leve, como brisa, com ar de liberdade, de "não dever nada" e estar sem nada me prendendo. Os planos para este ano já sofreram algumas modificações. Aconteceram coisas pelas quais eu não esperava, reações que temia e que me forçaram a replanejar meus próximos dias. Espero que aos poucos os novos planos possam se encaixar no meu dia-a-dia sem prejudicar nada.

Enfim, minha formatura está chegando e quem me conhece sabe o quanto estou ansioso. Há diversas coisas que estou esperando para o dia 30 de janeiro, entre elas, obviamente, minha formatura. Mais especial, porém, serão duas visitas que receberei:


Uma é a Annieli, menina que não tenho nem palavras para descrever. Alguém que merece todo respeito e consideração. Certamente de minha parte (e de meu pai, seu fã #1) ela tem muita confiança. =D













A outra visitante é a Isabela. Dessa também não tenho muito que falar - sua presença e meus olhos já falam o necessário. Estou muito feliz por sua presença nesse dia tão importante e também pelo fato de ela ter aceitado a proposta de ser minha madrinha. ¢.¢

Só vai faltar mesmo milady Eri, que infelizmente (ou não) está longe demais. Mas o tempo que resolve todas as coisas certamente nos dará as oportunidades necessárias para corrigirmos o que ainda fica suspenso ente nós.



Beijos a todos que passarem por aqui para partilhar de minha alegria!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Alívio Imediato

Post especial para milady Erilva, Imperatriz das terras quentes, a seu pedido. Espero que ajude a esclarecer algumas coisas. ;)

Esta pequena canção já teve várias versões e eu vou tentar mesclar alguns versos tentando não perder aquilo que for original.

O melhor esconderijo, a maior escuridão
Já não servem de abrigo, já não dão proteção
A Líbia bombardeada, a libido e o vírus
O poder, o pudor, os lábios e o batom

O melhor esconderijo, a maior escuridão
Já não servem de abrigo, já não dão proteção
Holofotes que iluminam a libido e o vírus
O poder, o pudor os lábios e o batom

Há um muro de concreto entre nossos lábios
Há um muro de Berlim dentro de mim
Tudo se divide todos se separam
A diferença é o que temos em comum

Que a chuva caia como uma luva, um dilúvio um delírio
Que a chuva traga alivio imediato
Que a noite caia de repente, caia tão demente quanto um raio
Que a noite traga alivio imediato

Não há nada de concreto entre nossos lábios
Só um muro de batom e frases sem fim
Holofotes nos meus olhos cegam mais do que iluminam
Nem caiu a ficha e já caiu a ligação

Há espaço pra todos, há um imenso vazio
Nesse espelho quebrado por alguém que partiu
A noite cai de alturas impossíveis
E quebra o silêncio e parte o coração

Há um muro de concreto entre nossos lábios
Há um muro de Berlim dentro de mim
Tudo se divide, todos se separam
Duas Alemanhas, duas Coréias
Tudo se divide, todos se separam

Que a chuva caia como uma luva, um dilúvio um delírio
Que a chuva traga alívio imediato
Que a noite caia de repente, caia tão demente quanto um raio
Que a noite traga alívio imediato


Observa-se uma grande sensação de desconforto com a realidade em que todos nós vivemos - distantes ou não dos fatos citados e demais grosseiras tragédias sociais que enfrentamos no nosso dia a dia de "humanidade".
É interessante e engraçada a forma como nós - humanos - somos desumanos com a sociedade em que vivemos. A começar pelo lixo que produzimos e descartamos em qualquer lugar. Muitos justificam com um "Tem quem junte; se não jogar, não vai ter emprego...". Isso é vergonhoso. Você gostaria que um irmão, pai, ou mesmo seu filho trabalhasse juntando o lixo que vc joga na rua? Acredito que não. Você não gostaria de trabalhar juntando o guardanapo com o meu sangue ou cuspido de nojo.

Hoje coisas tão frequentes se repetindo ao redor do mundo passam por nós como algo comum, normal, que faz parte do cenário. Oras, como pode um terremoto que custou a vida de mais de 100 mil pessoas - ok, talvez nem todos tenham morrido, mas suas famílias sim, suas fontes de renda, de alimento, de água, de higiene, de paz, sim - por exemplo de pessoas como Zilda Arns (além de outros desconhecidos que trabalhavam pelo bem da população) ser algo comum?

Há vários governos, destaque para EUA e Brasil (sim, EUA) que os estão ajudando. Tão lindo não é? Fico muito feliz por isso. E ao mesmo tempo sinto nojo. Claro, porque no nosso muro de Berlim particular eu percebo que nós subimos uma escada e olhamos para o horizonte, vemos as guerras no centro-leste europeu, terremotos na América central, Ásia e Oceania, as guerras civis intermináveis na África, confrontos étnicos na Irlanda e Espanha, ataques terroristas no Oriente Médio e alguns casos ao redor do mundo... E nos apiedamos. Sentimos tanto por aqueles irmãos que estão se perdendo na violência!
Assaltos em SP, tiroteios no RJ, a violência na periferia de nossas cidades... E não conseguimos ver a desgraça na periferia de nossa vida medíocre. Sabe por que? Porque nós não olhamos para o lado, nem para baixo, próximo ao nosso muro particular. Já que ali, na nossa Berlim, estamos seguros, não somos capazes de perceber aqueles que clamam por socorro em nossas voltas.

QUE FIZEMOS COM NOSSAS VIDAS?

Vocês devem estar se perguntando "Será que ele está falando da mendicância? Da violência doméstica? Das drogas e do tráfico de pessoas e mercadorias?" Não, seus manés. Eu estou falando, além disso, das enchentes que estão acontecendo no nosso país. Alguém já fez alguma coisa pra ajudar? VOCÊ já fez alguma coisa pra ajudar???

Em nossa boca não existem mais palavras de verdade. Apenas uma maquiagem barata, comprada num camelô, que serve para cobrir as marcas da preocupação, do medo do stress que passamos diariamente. Pra quem não entendeu, eu estou falando de rugas, porque na verdade, é isso que são as rugas. Admita logo. E quando surge um problema, o que fazemos? Nos afastamos de todo mundo. Por que não pedimos ajuda, desculpas ou coisa assim? Quando rola uma briga porque você está com problemas, vc se afasta. Quando o outro está com problemas, você o agride e ele se afasta. Ninguém pensa na ajuda. Se há um desequilíbrio vamos descobrir onde está o ponto fraco e fortalecer as nossas bases, por que não?

É isso o que eu penso. Apenas espero que a chuva desse novo dia caia como uma luva, um dilúvio, um delírio... Que a noite caia de repente, tão demente quanto um raio, para que a realidade se esvaia por um instante pelo menos, para que eu possa descansar e assim conseguir quem sabe algo como um alívio imediato...

domingo, 21 de junho de 2009

Vermächtnis der Sonne

Olá, amigos. Saudações!
Mais uma vez com Lacrimosa, dessa vez para fazer um pedido, uma declaração... É mais uma resposta, na verdade, àqueles que lerem o post anterior (Der Ketzer) e pensarem que o Tilo é endemoniado. Entregar-se a Deus, reconhecer sua grandeza e nossos pecados certamente é uma atitude nobre. E como em várias músicas do Lacrimosa, Vermächtnis der Sonne fala sobre isso. Vamos conferir ;)

Vermachtnis der Sonne

In der Hingabe meiner Sucht
Mein Dasein und meine Kraft
Das Begehrte ist vergessen
Zuruck bleibt nur das Verlangen

Das ist in Wort und Tat
Der langste Schrei meines Lebens
Zerissen von den Dämonen meiner Lust
Von den Schatten und den dunklen Trieben
Durchbohrt von den brennenden Fackeln meiner Sucht
Zerfetzt und zertrümmert
Meinen Geist und meinen Willen
Geopfert und dahingegeben
Geworfen in das Meer der Sinnlosigkeit

Doch mein Durst ist nicht gestillt
Mein Durst ist nie gestillt

Aufsteigen werde ich erneut
Schon bald aus dem Wasser treten
Den Wind und die Wellen erlegen
Und mir nehmen wonach meine Seele schreit
Völker unter der Sonne
Kinder aller Herren Lander
Hier steh ich zwischen Himmel und Hölle
Und ersuche die stumme Kreatur mir zu helfen
Auf meinen Knien flehe ich um mehr
Bitte gib mir mehr
Mehr von deinem Geist
Mehr von deinem Leben
Jetzt und für alle Zeit und Ewigkeit
Gib mir mehr
Gib mir mehr
Ich brauche dich
Ich liebe dich


Legado do Sol

Na entrega de meus pecados
Minha existência e minha força
Peço desprezo
Tudo que resta é saudade

Isto é, em palavra e ação
A carta mais longa de minha vida
Dilacerado pelos demônios da minha paixão
Pelas sombras e instintos secretos
Perfurado pelas chamas incendiárias do desejo
Fragmentada e esmagada
Minha alma e minha vontade
Sacrificada, sucumbe
Lançada ao âmago da insignificância

Porém minha cobiça não se extingue
Minha cobiça nunca se extingue

Erguendo-me, eu vou caminhar adiante
Mesmo que as lágrimas voltem
Sujeitando-se aos ventos e ondas
Encontro-me onde meu espírito chora
Nação sob o Sol
Crianças de todas as terras
Eu estou aqui entre o Céu e o Inferno
Pedindo à criatura silenciosa que me me auxilie
De joelhos, eu suplico por mais
Por favor, dê-me mais
Mais de sua alma
Mais de sua vida
Agora e sempre, pela eternidade
Dê-me mais
Entregue-se a mim
Eu preciso de você
Eu lhe amo


Ahm... Entregar-se, reconhecer-se criatura e louvar a seu criador. Algo mais nobre? O sentimento de "Criatura" em relação a seu Criador é algo inexplicável por mim. Tamanha a beleza do nosso planeta (em se tratando de natureza) e daquilo que conseguimos ver no espaço sideral que é simplesmente fantástico pensar sobre a obra como um todo. É simplesmente perfeito, maquinado da maneira ideal, sem margens de erro. Cada corpo segue seu padrão, cada átomo vibra da maneira certa.
Outro dia falávamos sobre a evolução da vida na Terra. Algo mais simples e honesto que o Evolucionismo? Não renegando o papel de Deus como Criador, mas colocando-o ainda acima de tudo o que se possa imaginar. Por que haveria Deus criado tudo como o conhecemos hoje? Seria babaquice criar uma galinha, a meu ver. Elas são burras, muito burras! E os homens, então? O mundo tornou-se perigoso porque o homem aprendeu a dominar a natureza antes de aprender a dominar-se. Não seria mais perfeito, mais complexo, mas meritório criar uma partícula ínfima, miserável que, por si só pudesse agregar-se a outras e formar um próton ou um nêutron? E que estes por sua vez unissem-se até formarem um átomo e, posteriormente destes, uma molécula? E estas, formando proteínas formariam organelas e células, e microorganismos que, então, começariam a mudar constantemente e em poucos milhões de anos formariam os primeiros seres realmente vivos do planeta. Monstros horrendos que se multiplicaram tão rápido que não tiveram tempo para proteger-se e faleceram. Mas a vida se reergueu e por mais milhões de anos desenvolveram-se esses monstrinhos tais quais conhecemos hoje.

O Sol, pra mim, é como se fosse Deus. O Pai. É isso o que vejo na música. Aliás, paizão esse ter dado esse presente pra nós (a melodia) pra que nós pudéssemos sorrir mesmo nos momentos tristes, embalados pelos sons que regem a vida na Terra.

Eu por enquanto não tenho mais o que dizer... Talvez o próximo post seja sobre Pink Floyd, ou "Quem Tem Pressa Não se Interessa", dos Engenheiros... Quem sabe? Vamos planejando com calma...
^^

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Os [DES]Caminhos do Poder

Vou postar uma música aqui e acredito que em algum momento da história desse blog eu sererei criticado. Mas, adianto, não me importo. Explico o motivo.


A música Der Ketzer, de Lacrimosa, fala não sobre o papa - mesmo porque, na época em que foi composta, em 1991, o papa era João Paulo II, Karol Wojtyla e, Tilo Wolff, católico e tão devotado religioso, jamais ousaria dirigir-se ofensivamente ao tão bem-amado papa, que facilmente seria eleito o mais popular entre todos.

Portanto, a música é direcionada ao papado como um todo, cujo nome é manchado por sangue e fogo, principalmente com a popularização da Igreja na Idade Média, quando esta tomou o poder dos grandes centros, como Roma, Espanha, Portugal, etc. Vítimas da Inquisição chamada santa foram tratados como demônios, muitas vezes injustamente.

Mulheres que praticavam o curandeirismo - as benzedeiras, atualmente - eram chamadas bruxas e condenadas à fogueira. A própria Jeanne D'Arc, da França, foi condenada bruxa e herege, por comunicar-se com espíritos que se lhe apresentavam com nomes de santos, guiando-a no front de batalha contra a Inglaterra, salvando a França da dominação inglesa. Homens trabalhadores, pais de família, filhos, irmãos e qualquer outro que seguisse outra fé que não a Cristã Católica Apostólica Romana era condenado. Tribos e comunidades pagãs foram dizimadas, chamadas adoradores do Diabo, que inclusive faz alusão, assim como muitos feriados católicos, a exemplo do Natal, às deusas e deuses pagãos, mitológicos, datas comemorativas e outros símbolos do paganismo.

O tridente de Poseidon ou Netuno, o fogo de Hefesto ou Vulcano, o pentagrama de Afrodite ou Vênus, a casa de Hades ou Plutão, deus dos mortos e guardião do Inferno, a cabeça e patas de bode e o próprio nome - Belzebu - do Senhor das Moscas, deus pagão do leste europeu e do Oriente médio, na lingua regional, Ba'al Zebûb (Senhor dos que voam). E o Natal, dia 25 de dezembro, vem tomar o lugar do dia de Afrodite, ou Vênus, a deusa que representa o feminino, a pureza do sexo enquanto instrumento reprodutivo. Na verdade comemora-se o Dia de Vênus em 21 de Dezembro, dia do solstício de inverno no hemisfério Norte.

Der Ketzer faz menção a essa barbaridade vivida pelas sociedades de séculos atrás.





Der Ketzer - O Herege

Selbstgerecht
Unfehlbar
Sündenlos
Du nennst dich Papst

Mit blutverschmierten Händen
Aus längst vergangenen Zeiten
Mit gespaltener Zunge
Tröstest du die Armen

Arm, weil du ihr Geld stahlst
Arm, weil sie dir glaubten
Oh Papst, du hast es weit gebracht
Ich weine um deine Seele

Herr der Fliegen
Satan
Du bist der Herr
Der Kirche
Im Namen Gottes
tust du dein Werk
Her der Fliegen
Du bist der Papst

Unser Papst auf Erden
Dein Name vergehe
Dein Wille ist des Satans
Dein Reich ist die Hölle
Vergib uns unseren Hass
Wie auch wir vergeben deinem Fleisch

Deinem Fleisch - Des Satans Diener
Deinem Blut - Des Fleisches Kraft

Autoritário
Sem pecados
Infalível!
Você se chama Papa

Com as mãos manchadas de sangue
De tempos há muito passados
Com lingua dupla
Consolas os pobres

Pobres, porque roubaste
Pobres, porque acreditaram em tí
Oh Papa, você foi longe demais
Eu choro por sua alma

Senhor das moscas
Satã
Tu és o senhor
da Igreja
Em nome de Deus
Fazes teu trabalho
Senhor das moscas
Tu és o Papa

Nosso Papa na terra
Teu nome desapareceu
Tua vontade é a de Satã
Teu reino é o do Inferno
Perdoe nosso ódio
Como nós perdoamos a tua carne

Tua carne - criado de Satã
Teu sangue - força da tua carne


**---**

O post vai para todos os amigos, para que reflitam e se inspirem a lutar contra aquilo que é de direito do povo - a liberdade.


Amo-os, amigos!!!

Pra refletir:
"Se eu sei - por que sinto e você costuma demonstrar sempre - q eu tenho um espacinho só meu no seu coração, pra que ciúmes? Isso é para os fracos..."
^^