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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

O Beijo da Noite


Ela estava ali. Eu cheguei, olhei para a cama e lá estava ela. Lasciva, me desejando. Não falou nada, não me olhou. Quase não se mexeu. Eu, sinceramente, não senti vontade, naquele momento, de me unir a ela. Tinha coisas a fazer e comecei a correr pela casa. Peguei algumas peças de roupa e coloquei na mala. Separei um tênis e coloquei na mala. Escovei meus dentes, apaguei as luzes e fui para o quarto. Ela ainda estava ali. Não me olhou. Quase não se mexeu. Eu disse

- Noite, ainda preciso ler e aguardar o horário certo para dormir. Tenho que responder a algumas mensagens e, só então, unir-me a você.

Ela não me olhou. Apenas disse:

- Por que, então, não aproveitar o tempo e ouvir um iDoser?

Como que hipnotizado, atendi prontamente. "Por que não?", pensei. Seriam apenas 40 minutos, eu poderia experimentar algumas sensações diferentes e, ao final, acordaria, responderia as mensagens que tivesse recebido e poderia dormir em paz, após alguma leitura e uma ligação importantíssima. Coloquei os fones de ouvido, fechei os olhos. 40 minutos apenas...

***

Desperto. "Acabou", pensei. Olhei no celular, várias mensagens piscavam na tela sobrecarregada. O relógio marcava 1h. Três horas haviam se passado. Ela estava ali, deitada do meu lado, satisfeita.

- Noite, o que fez?? - perguntei, assustado.

- Apenas aproveitei seu momento de meditação e usei seu sono. Estava com muita vontade. Desculpe.

Seu sorriso sarcástico me faz sentir ainda mais arrepios. Respondo as mensagens, espero... Nada. Tudo bem, o que mais fazer, se não voltar a dormir?
Mas não é o que ela quer. Enquanto meu cérebro vai diminuindo sua frequência, posso senti-la unindo-se a ele, abraçando-o, até que minha visão se escureceu completamente, e até meus pensamentos mais obscuros desapareceram. Sonhei. Muitos sonhos, muitas pessoas, sensações, música... Foi tudo estranho. Acordei com calor, acordei assustado, acordei com o despertador e, somente neste último momento, pude desvencilhar-me daquele manto negro que me prendia nas terras de Morpheus.

- Acabou. Estou partindo. - disse, decidido.

Nenhuma resposta. Quando olho para o lado, a cama vazia, mais fria que de costume, pela presença daquela que se assenhorou de minha mente nas últimas oito horas. Nada, nem um beijo de despedida. Nada. Levanto-me, tomo um copo de suco e saio. Pelo menos eu estava livre, eu podia pensar e trabalhar e agir livre. Sem mais aprisionamentos do meu pensamento.
Ao sentar diante do computador, vejo um convite, feito por um amigo, para participar de um grupo literário. A ideia me agrada. A visão fica turva. A mente parece paralisada. Logo percebo o que está acontecendo. Não ouço, mas sinto ecoar no íntimo de meus pensamentos:

- Olá.

A única imagem que vejo é um sorriso. Parece-me, inclusive, o sorriso daquele gato, do País das Maravilhas. Ele se abre e sinto como se pudesse observar minha decadência enquanto meus dedos ligeiros percorrem o negro teclado, traçando novas linhas, novas palavras, descrevendo a noite e criando esta nova crônica.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A Arrogância Segundo os Medíocres

“Adorei o seu sapato”, disse uma amiga para mim certa vez. “Legal, né? Eu comprei em uma feira de artesanato na Colômbia, achei super legal também”, eu respondi, de fato empolgada porque eu também adorava o sapato. Foi o suficiente para causar reticências quase visíveis nela e no namorado e, se não fosse chato demais, eles teriam dado uma risadinha e rolariam os olhos um para o outro, como quem diz “que metida”. Mas para meia-entendedora que sou, o “Ah…” que ela respondeu bastou.
Incrível é que posso afirmar com toda convicção que, se tivesse comprado aquele sapato em um camelô da 25 de março, eu responderia com a mesma empolgação: “Legal, né? Achei lá na 25!”. Só que aí sim eu teria uma reação positiva, porque comprar na 25 “pode”.
Experiências como essa fazem com que eu mantenha minhas viagens em 13 países, minha fluência em francês e meus conhecimentos sobre temas do meu interesse (linguística, mitologia, gastronomia etc) praticamente para mim mesma e, em doses homeopáticas, somente entre meu restrito círculo familiar e de amigos (aqueles que a gente conta nos dedos das mãos).
Essa censura intelectual me deixa irritada. Isso porque a mediocridade faz com que muitos torçam o nariz para tudo aquilo que não conhecem, mas que socialmente é considerado algo de um nível de cultura e poder aquisitivo superior. E assim você vira um arrogante. Te repudiam pelo simples fato de você mencionar algo que tem uma tarja invisível de “coisa de gente fresca”.
Não importa que ele pague R$ 30 mil em um carro zero, enquanto você dirige um carro de mais 15 anos e viaja durante um mês a cada dois anos para o exterior gastando R$ 5 mil (dinheiro que você, que não quer um carro zero, juntou com o seu trabalho enquanto ele pagava parcelas de mil reais ao mês). Não importa que você conheça uma palavra em outra língua que expressa muito melhor o que você quer falar. Você não pode mencioná-la de jeito nenhum! Mas ele escreve errado o português, troca “c” por “ç”, “s” por “z” e tudo bem.
Não pode falar que não gosta de novela ou de Big Brother, senão você é chato. Não pode fazer referência a livro nenhum, ou falar que foi em um concerto de música clássica, ou você é esnobe. Não ouso sequer mencionar meus amigos estrangeiros, correndo o risco de apedrejamento.
Pagar R$200 em uma aula de francês não pode. Mas pagar mais em uma academia, sem problemas. Se eu como aspargos e queijo brie, sou “chique”. Mas se gasto os mesmos R$ 20 (que compra os dois ingredientes citados) em um lanche do Mc Donald’s, aí tudo bem. Se desembolso R$100 em uma roupa ou acessório que gosto muito, sou uma riquinha consumista. Mas gastar R$100 no salão de cabeleireiro do bairro pra ter alguém refazendo sua chapinha é considerado normal. Gastar de R$30 a R$50 em vinho (seco, ainda por cima) é um absurdo. Mas R$80 em um abadá, ou em cerveja ruim na balada, ou em uma festa open bar… Tranquilo!
Meu ponto é que as pessoas que mais exercem essa censura intelectual têm acesso às mesmas coisas que eu, mas escolhem outro estilo de vida. Que pode ser até mais caro do que o meu, mas que não tem a pecha de coisa de gente arrogante.
O dicionário Aulete define a palavra “arrogância” da seguinte forma:
1. Ação ou resultado de atribui a si mesmo prerrogativa(s), direito(s), qualidade(s) etc.
2. Qualidade de arrogante, de quem se pretende superior ou melhor e o manifesta em atitudes de desprezo aos outros, de empáfia, de insolência etc.
3. Atitude, comportamento prepotente de quem se considera superior em relação aos outros; INSOLÊNCIA: “…e atirou-lhe com arrogância o troco sobre o balcão.” (José de Alencar, A Viuvinha))
4. Ação desrespeitosa, que revela empáfia, insolência, desrespeito: Suas arrogâncias ultrapassam todo limite.
Pois bem. Ser arrogante é, então, atribuir-se qualidades que fazem com que você se ache superior aos outros. Mas a grande questão é que em nenhum momento coloco que meus interesses por línguas estrangeiras, viagens, design, gastronomia e cultura alternativa são mais relevantes do que outros. Ou pior: que me fazem alguém melhor que os outros. São os outros que se colocam abaixo de mim por não ter os mesmos interesses, taxar esses interesses de “coisa de grã-fino” (sim, ainda usam esse termo) e achar que vivem em um universo dos “pobres legais”, ainda que tenham o mesmo salário que eu. E o pior é que vivem, mesmo: no universo da pobreza de espírito.

(Texto publicado por uma brasileira que, assim como eu, sofre com sua indignação em relação àquelas pessoas chatas que se dizem os "legais" e agem com preconceito com aqueles que, assim como ela e eu, preferem qualidade a quantidade).

domingo, 23 de janeiro de 2011

O Mal É Contagioso

Pra quem não entendeu o último post, de novembro passado, devo minhas sinceras desculpas se pareci depressivo ou odioso. Não se enganem. Eu não sou alvo da depressão, meus queridos leitores.


Vou dizer o que aconteceu naqueles dias. Meus pais estavam saindo de viagem, eu tive um pesadelo terrível, mas uma daquelas batalhas épicas contra algum criminoso que tentava me alcançar, vários amigos estavam trabalhando nas operações do RJ. Eu sei que aquilo não é como controlar uma rebelião num presídio, nem conter um bando de torcedores fanáticos que estão fazendo arruaça. Muito menos estar em uma guerra militar. Aquilo é uma guerra civil e numa guerra civil não há como prever os movimentos do inimigo. E sim, eu estava MUITO preocupado. Sem falar, ainda, em outras coisas totalmente sem sentido que eu estava carregando em minha vida naqueles dias. Alguns dias depois daquele post, decidi mudar, olhar para novos horizontes. Não apenas queria explodir as grades, mas sim, o fiz e ainda voei. Voei alto e agora estou no alto da montanha, inspirado pelo estimado AgaGê, poeta da razão. Mas no fim das contas, aquele sentimento ainda permanece.
E pra quem quiser entender no que eu estava pensando, segue a letra de O Mal É Contagioso, de Daddo Villa-Lobos, escrito para a trilha sonora do filme Bufo & Spallanzani (2001), que, inclusive, indico aos amigos. Romance policial, nacional, de qualidade. E vejam vocês que eu nem gosto tanto de filme nacional heim... =D
Preparem-se para uma viagem. pra quem quiser, a música está disponível para ouvir em www.radio.uol.com.br. Procurem na letra D, página 2, Daddo Villa-Lobos. E divirtam-se!








Não adianta, eu sou viciado em perceber a oculta celebração rascante do instinto mórbido extravagante.
Eu sou detetive, e todo detetive olha prás pessoas, olha em volta e pergunta:
- Mefistófeles você está aí?
Olha para uma pessoa e pergunta:
- Até aonde você é capaz de ir?

Não adianta, cada minuto de civilização na minha mente pede uma hora de barbárie. Pede na mente de qualquer pessoa, e eu pergunto:
- E aí rapaz, o teu pensamento criminal é calculado ou passional? Fala pra mim, pacato. Fala pra mim, mulher responsável. Fala pra mim, singelo. Fala pra mim, homem de bem. Teu pensamento criminal é calculado ou passional?

- Mefistófeles você está aí?
Eu sou detetive, eu vivo perguntado isso.
- Mefistófeles você está aí? Você tá em Moscou? Você tá no Rio? Você tá em São Paulo? Mefistófeles liga pra mim, porque não tem jeito, eu estou sempre ligado na caixa postal do mal. Liga pra mim.

Não é apologia, é apenas a consciência da sinistra harmonia. Da estranha harmonia, da suculenta harmonia entre o bem e o mal. O bem é uma boca, o mal é outra boca. Da saliva desse beijo sai a nossa alma.
Eu sou detetive. Consciência policial é como uma consciência religiosa do submundo. Médico, polícia, puta, advogado, todos vivem de botar o dedo na ferida da vida. Não é apologia é apenas uma estranha harmonia.
Maquiavélicos, Exus de Messalina, Sade vivem soprando no ouvido da humanidade a tentação de usar o próximo como alvo de prazer, de rapina de prazer. Rapina de sentimento, de tudo. E eu sou detetive. A pergunta que não se cala na minha consciência é:
- Mefistófeles onde é que você está, você está em Moscou, você tá em Nova York, você tá na Oceania? Liga pra mim Mefistófeles.
A civilização é um intervalo na minha fixação, na minha obsessão. Eu to sempre ligado por profissão na caixa-postal do mal. Liga pra mim.
- Mefistófeles, você tá aí?
Quando eu ando na rua eu fico perguntando pra cada esquina, pra cada pessoa:
- Mefistófeles, você tá aí?
Eu sou detetive! Médico, puta, advogado, bandido...
Cada minuto de civilização na minha consciência pede uma hora de barbárie.
E eu pergunto pra você:
- Teu pensamento criminal é calculado ou passional? E aí você, garota. O que que você tem de triplamente qualificado?
- Mefistófeles, você tá ai?
Eu sou viciado em perceber a oculta celebração rascante do instinto mórbido extravagante. Maquiavélicos, exus de Messalina, Sade soprando no ouvido da humanidade...
A civilização é apenas um intervalo na minha fixação. Eu sou detetive!
Eu vivo botando o dedo na ferida. Médico, puta, advogado, aventureiro...
- Mefistófeles, você tá aí? Até onde você é capaz de ir, mulher responsável?
Diz pra mim... Diz pra mim... Maquiavélicos, Exus de Messalina, Sade.
Não adianta, a civilização é um intervalo na minha fixação. Eu sou detetive!
Eu sou detetive...
O mal é uma boca o bem é outra boca. Da saliva desse beijo nasce... Surge a nossa alma. Alguém tem que fazer o serviço.
- Mefistófeles, você tá aí? Você tá em Moscou? Liga pra mim... Porque eu to ligado na caixa postal do mal. Liga pra mim, Mefistófeles.
- Um Crime nunca existe isolado, num estado de pureza.
Teima...
- O mal é contagioso.
Minha consciência teima...
- O mal é contagioso.
Teima...
- O mal é contagioso.
Cada minuto de civilização pede uma hora de barbárie...

(Narração de Tony Ramos, em cena do filme Bufo & Spallanzani, 2001)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Várias Variáveis I

Abri a gaveta com a sensação de que eu encontraria algo bom pra comer. Mas não encontrei. A única coisa que eu tenho pra engolir é a verdade. Eu deveria estar escrevendo isso. Abre o Blog, pensa, escreve, pensa, escreve, pensa, escreve, pensa, escreve...

Não consegui uma vaga pro Mestrado da UEM. "Tudo bem, tenta ano que vem", dizem vários. Mas não, não posso perder tempo. Ou melhor, já perdi. Mais um ano parado e tudo por causa da esperança de ter ido embora pra Santa Catarina. O que tem naquele lugar que eu tanto quero? Mulheres, praia, sol, mar... A vida não é pra mim. O clima perfeito não é pra mim. Enquanto isso eu vou passar aqui, trabalhando aqui, respirando o pó velho daqui. E minha alergia vai continuar viva aqui, dentro de mim.
Tudo bem, essas coisas acontecem. A vida continua e a cidade permanece a mesma, enquanto eu vou tentando me adequar. Mas quem é que se adequa a alguma coisa? Adequação é mudança e mais do que nunca me convenço de que pessoas não mudam.

E quanto a ela? Ela ficou. Ficou só. Ficou triste e por isso chorei. Mas a vida aqui segue. A vida aqui, enquanto estou preso nessa redoma segue. E apesar de tudo, segue feliz. Feliz porque tenho mais companhia.
E eles? Eles tão lá, na rua, subindo o morro, atravessando o Inferno Verde. Daqui a pouco vão começar a descer. E o que eu posso fazer? Nada. Minha tarefa é outra. Enquanto eu quero fazer parte da força-tarefa que tá quebrando tudo por lá, minha missão é permanecer aqui, calado. Tenho minhas obrigações aqui também e é claro que eu não poderei deixá-las pra trás.

Fico aqui, enquanto isso, aguardando uma ligação. "Onde é que vc tá, parceiro? Tá na Penha, tá no Largo? Tá no morro?" "Eu sou detetive. A única coisa em que consigo fazer é pensar sobre essa porcaria toda", diria o Inspetor Guedes. Mandei os caras pra morte, pra ver face a face o que é estar numa guerra. Quero saber quando os caras que tavam no meio-oeste europeu vão chegar. E como é que os malditos vão agir? Conversar em búlgaro no meio da favela? Isso vai ser tenso. O bom é saber que a parada toda vai acabar.

Final de semana vai ser livre. Tenho aula, mas, e daí? Aquilo é quase um recanto de paz pra minha alma. Eu fujo do mundo quando to com o pessoal da pós graduação. Discutimos teorias diversas e eu esqueço dessa m**** toda. E depois, algumas horas com ela vão fazer eu ficar bem calminho.

Eu hoje tive um sonho. Eu peguei você, seu safado. E vou pegar cada vez que você tentar alguma coisa contra mim ou contra minha família, meus amigos. Você já era. Sabe bem disso. E sabe que quando eu te pego as coisas não ficam bem pro seu lado. Eu vou quebrar cada um de seus ossos.


Final de semana vai ser bom. Pais viajando em segurança, em paz, a caminho da Capital. Amigos, voltem logo. Que esta operação seja a prova de que vocês são os melhores. E quanto a nós, que permanecemos aqui, vamos vivendo, poque nenhum entendimento será o bastante para a vida. "Viver ultrapassa qualquer entendimento".


Da minha morte, à vocês!

Com amor, O, C, B e K.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Maria Louca x Rubinho

Imaginem uma Festa Nacional, realizada em um município considerado modelo por diversos setores, como Pólo Alimentício, da Pecuária, Agricultura e Violência, entre outros. Milhares de pessoas estão esperando o almoço de domingo, quando será servido o prato típico e exótico da cidade: o Carneiro no Buraco. Vários políticos, nessas épocas de eleição se aproveitam para encontrar seus eleitores, além de saborear a iguaria municipal. Entre eles, Maria Louca e Rubinho Roberto Requião, ex-governador e candidato à vaga paranaense no senado pelo PMDB e Rubens Bueno, ex-prefeito e presidente estadual do PPS no Paraná. O fato é que gente rica marca sempre pra vir de avião e, inevitavelmente, no saguão infinito do Aeroporto Internacional Municipal de Campo Mourão, os encontros acontecem. Foi aí que começou a parte divertida da história...

De acordo com o jornal Expresso MT, de Sinop, MT, o ocorido foi o seguinte:

Requião desembarcava no aeroporto para participar da tradicional festa, que completa 20 anos, perto de 11h, no último domingo (04/07/10). No mesmo instante, Rubens Bueno aguardava a chegada de Beto Bicha Richa, candidato tucano ao governo e adversário político de Requião. De acordo com Rubens Bueno, Requião chegou insultando o grupo que esperava Beto Richa.

- Quando eu era governador vinham prefeitos e puxa-sacos me esperar, agora só essa turma de bostas por aqui.  - concordo

Após as ofensas, Requião tentou cumprimentar Rubens Bueno, chamando-o de safadinho ‘filho da puta’.

- Eu não podia ficar calado e dei um murro nele. Eu lamento o que aconteceu, mas o Requião não tem limites. Ele faz política desta forma, insultado as pessoas. Eu não gostaria mentira que isso tivesse acontecido e quem me conhece sabe que é preciso muito para me tirar do sério. Mas o Requião conseguiu.

Requião usou a rede de microblogs Twitter para comentar o incidente. O ex-governador não fala que teria levado um soco, diz que foi insultado e que Rubens Bueno é que teria levado "uns petelecos" de seus assessores. Em video publicado na internet, Requião deu a sua versão sobre o acontecido.

"Estendi a mão a ele e não me deu a mão, me insultou e de repente como uma gata no cio tentou me arranhar. Com facilidade, afastei o pequeno rapaz rilitros. Mas ele, histérico, insistiu e levou uns petelecos do pessoal que estava em volta, amigos deles e alguns motoristas que foram me buscar. É uma coisa horrível a falta de educação e a histeria. Eu me senti desrespeitado. Daria uma surra no pequeno menino com facilidade, mas não é isso que se espera de alguém que quer ser Senador da República pelo estado do Paraná. Pelos outos Estados pode, então? Me comportei com decência, mas o Rubinho perdeu a linha”.

Roberto Requião, que já foi governador do Paraná por três mandatos, deputado estadual, senador e prefeito de Curitiba tem um histórico de desavenças políticas e trocas públicas de ofensas. Com razão O temperamento do ex-governador já lhe rendeu o apelido de "Maria Louca". Por suas medidas autoritárias também já foi chamado de "Chávez do Paraná".

No youtube, há perto de uma dezena de vídeos com brigas entre o governador e manifestantes, assessores e com a imprensa. Em um dos vídeos mais acessados, de 2006, Requião discute com um sindicalista agente penitenciário que pede aumento para categoria enquanto dá autógrafos para crianças em uma escola:

- Vão trabalhar senão é polícia e cacete. Meu saco já encheu com agentes penitenciários. Experimente fazer uma paralisação. É rua e pau. Cacete e cadeia!



Então eu me pergunto: O que leva dois de meus três políticos preferidos fazerem isso?
E o pior e mais grave: Não tinha ninguém naquele maldito aeroporto que no momento estivesse com uma maldita câmera na mão pra filmar o incidente???
No mínimo é o que se esperava quando o mais badalado e funny governador do Estado está chegando em uma cidade interiorana de renome, como é Campo Mourão, Pólo Nacional de Violência Alimentício, em época de eleição. Poxa, ele é candidato ao Senado!!! E o Beto Richa, então, prefeito da Capital, recebido pelo presidente do Clube do Bolinha PPS, também não merece uma recepção calorosa? Não.

Enfim, fica comprovado que Campo Mourão está surpreendendo nos índices de violência e também que não é apenas a batalha entre gângsters, traficantes, assaltantes, trombadinhas e moleques, mas o contágio é real e até os políticos estão caindo na malha fina.
Hehe.

Ah, a Seleção Brasileira foi desclassificada pela Holanda. Sim, o jogo foi estranho. Mas isso é papo pra outra hora ;)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Coração Blindado

Para milady Erilva, mais uma canção dos Engenheiros do Hawaii. Interessante que sobre esta canção eu não pensara antes de maneira crítica, quer dizer, não a avaliei psicologicamente ainda. No entanto se faz mais uma canção do EngHaw que mostra a nossa realidade. Algumas vezes penso que vou entrar em depressão por ter ao meu redor - e conseguir perceber - toda essa realidade, enquanto tantos há que não se dão conta do que dizem nossos poetas. Não apenas no caso de Engenheiros do Hawaii, mas também Legião Urbana, Cazuza, Cássia Eller, Rita Lee e os Mutantes, Ney Matogrosso, Pedro Luís e a Parede, Pitty, Lou, Titãs, Paralamas e outros. Lembrando que estamos citando apenas os brasileiros. Se formos pra Argentina já será uma completa Revolução, tal como o próprio Revolução por Minuto desejava fazer em seu tempo. Quem entende as palavras de cada um desses homens? Quem entende o grito, o sussurro, a frase de guitarra ou a base agressiva do baixos? Quem entende as viradas na bateria ou a leve percussão ecoando no fundo da melodia? Poucos... Vamos a mais uma.

Fácil falar
Fazer previsões depois que aconteceu
Fácil pintar o quadro geral
Da janela de um arranha-céu

Sem ter que sujar as mãos
Sem ter nada a perder
Sem o risco de pagar pelos erros que cometeu

Fácil achar o caminho a seguir
Num mapa com lápis de cor
Moleza mandar a tropa atacar
Na tela do computador

Sem o cheiro
Sem o som
Sem ter nunca estado lá
Sem ter que voltar pra ver o que restou

Com a coragem que a distância dá
Em outro tempo em outro lugar
Fica mais fácil

Fácil demais
Fazer previsões depois que aconteceu
Fácil pensar nas condições ideais
Que nunca existirão

Sempre à distância
Sem noção
O que rola pelo chão
Não são as peças de um jogo de xadrez

Com a coragem que a distância dá
Em outro tempo em outro lugar
Tudo é tão fácil


É como conversar via MSN. O que se diz? O que se pensa? Com toda a blindagem que um monitor e um cabo de rede nos concedem, fica fácil ir a qual lugar, falar com qualquer um, fazer qualquer coisa. Sabe aquele amigo chato que faz despertar a vontade de mandá-lo fazer aquele tipo de coisa indesejável a qualquer um? Faz-se via MSN sem peso na consciência. E caso a culpa se mostre, tudo bem. Criamos um "Fake", invadimos um perfil e fazemos um estardalhaço.

Dizer a alguém em um fim de conversa "Te amo" fica tão fácil quanto dizer "Bom dia!". E o real significado disso tudo simplesmente perde-se por aí, fica esquecido, abandonado. Daqui a um tempo os filósofos (se é que ainda existem filósofos por ai) vão ter que acrescer à expressão um algo a mais, para demonstrar a verdadeira expressão dos sentimentos, porque dizer a alguém que está a amar vai ser como dizer que tem sede.

Seria bom se começasse a se pensar sobre algumas dessas coisas, pois o sentimento - não mais o sentimentalismo, porque hoje em dia isso é coisa de velho ou "boiola", como dizem - está se acabando. À distância, conforme nos ensina a TV (de televisão, ou visão à distância), há coragem, poder e vontade de se fazer tudo. Porém eu quero ver quem terá coragem de chegar em seu amado, olhá-lo nos olhos e dizer o que sente, o que o incomoda, olhar nos olhos do inimigo e dizer que o perdoa (isso poucas pessoas têm de fazer; não de olhar, mas de perdoar), olhar nos olhos de seus pais, filhos e demais parentes, amigos, aquele vizinho desconhecido, e dizer sinceramente "Tenha um bom dia", "Eu amo você", "minha vida é ao seu lado", "Obrigado por sorrir pra mim, por me fazer feliz, por mudar o meu humor no dia de hoje". Quase ninguém tem coragem.

Assim como ninguém tem coragem de seguir a lei e não ouvir música alta após as 22h, em frente a hospitais, não estacionar na vaga para deficientes (quando não se é deficiente), furar fila, gritar ao celular, brigar com a esposa, sonegar impostos, desviar verbas e bens públicos, furar um sinal vermelho.............. (lista infindável de coisas que o ser humano faz e nem se dá conta de quanto pode prejudicar o resto do mundo, resultando em sua própria desgraça).

O que se perde quando os olhos piscam?
Saudades, Eri. Espero que tenha servido pra alguma coisa ;)








Saudades da Isa. (LL)
Lichtgestalt, in deren Schatten ich mich drehe...

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Brasil, país de tolos!

Este é um comentário que Danilo Gentili, do CQC, escreveu a respeito da piada de Robin Williams sobre o RJ e sua escolha como cidade-sede das Olimpíadas de 2016, no programa do David Letterman, um dos mais importantes entrevistadores do mundo, cujo programa é copiado por diversos apresentadores:


"HA, HE, HI, ROBIN WILLIAMS!

Uns anos atrás, os Simpsons vieram pro Brasil Homer foi sequestrado. Bart ficou excitado com a loira de short enfiado na bunda que apresentava um programa infantil na TV. O menino pobre que a Lisa ajudou não tinha o que comer, mas estava muito feliz desfilando no Carnaval.

Esses dias, Robin Willians falou o seguinte: "Claro que o Rio ganhou de Chicago a sede das Olimpíadas. Chicago levou Michele e Oprah e o Rio levou 50 strippers e 500g de cocaína".
Eu ri! Advogados, autoridades e populares se revoltaram nos dois casos. Eles não se revoltam, não se mobilizam, não processam, não abrem inquéritos, não fazem passeatas quanto ao sequestro, pouco importa a loira vagabunda apresentadora de programa infantil, a idiotice do carnaval, o tráfico de drogas e a prostituição que acontecem na vida real bem debaixo do nosso nariz.

Eles se revoltam só quando usam isso pra fazer piada. A piada realmente boa sempre ofende alguns e mata de rir outros por um motivo simples: a boa piada sempre fala de uma verdade. Num País onde aprendemos a mentir, enganar, roubar, tirar vantagem desde cedo, a verdade não diverte: assusta. O cara engraçado pro brasileiro é sempre aquele que fala bordões manjados, dá cambolhatas no chão em altas trapalhadas, conta piadas velhas, imita o Silvio Santos e outras personalidades ou faz um trocadilho bobo mostrando ser um ignorante acerca dos assuntos. Esses bobos passivos nos deliciam porque não incomodam ninguém! Um cara que faz um gracejo com uma verdade inconveniente pro brasileiro é como o alho pro vampiro - merece ser execrado.

O brasileiro é uma gorda de 300 quilos que odeia ouvir que é gorda. Ela faz um regime pra parar de ouvir isso? Não! Regime e exercício dão muito trabalho É mais fácil ir ao shopping, comprar roupa de gente magra, vestir e depois acomodar a bunda na cadeira do McDonalds. O problema é que nem todo mundo é obrigado a engolir que aquela "fábrica de manteiga" é "Barbie", só porque está com a roupa da Gisele Bundchen. Então é inevitável que mais hora, menos hora, alguém da multidão grite: "Volta pro circo!" ou "Minha nossa! É o StayPuff com o maiô da Dayane dos Santos?". Então a gorda chora. Revolta-se. Faz manha... Ameaça. Processa. Porque, embora ela tenha tentado se vestir como uma magra, no fundo, a piada a fez lembrar que ela é mais gorda que a conta bancária do Bill Gates. A autoestima dela tem a profundidade de um pires cheio de água.
Ao invés de dizer que "Robin Williams tem dor de corno", prefeito do Rio, vá cuidar primeiro da sua dor de mulher de malandro. Sabe mulher de malandro? Sim, aquela que apanha, apanha, apanha mas engole os dentes e o choro porque acha que engana a vizinha dizendo: "Eu tenho o melhor marido do mundo".
Advogados: Vocês já são alvo de piadas por outros motivos. Já que se incomodam com piadas, evitem ser alvo de mais algumas delas, não processando Robin Williams. Em vez de processo, envie pra ele uma carta de gratidão. Pense que ele estava num dos melhores programas de TV do mundo e só falou de puta e cocaína. Ele poderia ter falado por exemplo, que o turista que vier pras Olimpíadas, se não for roubado pelo taxista, o será no calçadão. Poderia também ter dito que o governo e a polícia brasileira lucram com aquela cocaína do morro carioca que ele usou na piada. E se ele resolvesse falar algo como: "As crianças do Brasil não assistirão às Olimpíadas porque estarão ocupadas demais se prostituindo"?

Ah... E se ele resolvesse lançar mais uma piada do tipo:"Brasileiro é tão estúpido, que se preocupa com o que um comediante diz, mas não se preocupa com o que o político em quem ele vota faz..."?

Enfim... São muitas piadas que poderiam ter sido feitas. Quem é imbecil e se incomoda com piada, não seja injusto e agradeça ao Robin Williams porque ele só fez aquela. E depois brasileiro insiste em fazer piada dizendo que o português é que é burro."

Robin Williams, durante programa Late Show, de David letterman, quando faz piada sobre a escolha do RJ como sede das olimpíadas de 2016.

Não esmoreça e nem desista. Trabalhe duro! Afinal, milhões de pessoas que vivem do Bolsa-Família, sem trabalhar, dependem de você!"


"Acho impossível que um indivíduo contemplando o céu possa dizer que não exista um Criador". (Abraham Lincoln)

*Vídeo da abertura do programa com o comentário de Robin Williams: http://www.youtube.com/watch?v=8hBUF9K1d-4&feature=player_embedded

Peço desculpas por postar novamente um texto longo, mas nesses casos vale mesmo a pena parar um tempinho e refletir sobre o tema. eu apenas me pergunto: será necessária toda essa preocupação com uma piada falando sobre a REALIDADE, já que o mundo acabará em 2012? Claro, porque pros brasileiros é assim - quando ganhamos alguma coisa, vai acontecer algo realmente ruim antes de desfrutarmos o prazer da vitória... (risos)
Creio que não seja necessário (nem possível) outros comentários sobre o texto. Beijos a todos!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Nem todo nonsense faz sentido...



Olá, amigos, como foi o fim de semana??
Hoje vamos falar um pouco sobre o Engenheiros do Hawaii, como já disse, minha banda favorita para estudar as letras, cheias de subjetividade. Mas primeiro, vamos ver a letra de "Sala VIP", do disco Várias Variáveis, 1991.

Não! Nem vem que não tem!

Eu não devo nada pra ninguém!
Nem vem que não tem!
Eu não devo nada pra ninguém!

Você pode falar o que bem entender
Você pode entender como quiser

Mas, não! Nem vem que não tem!
Eu não devo nada pra ninguém!


Me deixa fora dessa guerra santa

Me deixa fora dessa guerra santa

Senta a pua, quebra o pau

Manda brasa, solta franga

Sai de baixo, baixa a lenha
Manda ver, roda a baiana

Entra de sola na sala vip

Mas me deixa fora dessa guerra

Santa ignorância (haja paciência!)


Não! Nem vem que não tem!

Eu não devo nada pra ninguém!

Nem vem que não tem!
Eu não devo nada pra ninguém!


Você pode achar que não é bem assim

Você pode achar assim bem melhor

Mas, não! Nem vem que não tem!

Eu não devo nada pra ninguém!


Tô de saco cheio!!!
Chega, deu pra mim!!!
Eu não sou do meio
Sou do princípio ao fim
Eu não sou do meio
Não sou do meio termo
Quero todos os gestos ou nenhum

Todos os sons ou o silêncio total

Nada de meias palavras

De duplo sentido


"Toma lá, dá cá

Toma lá, dá cá

Toma lá, dá cá

Ninho de cobras

Cobranças

O som do gelo num copo de uísque

Uma cascavel preparando o bote"


O bote!
O bote salva-vidas

Não! Nem vem que não tem!

Nem todo nonsense faz sentido!

(Não!) Nem vem que não tem!

Nem todo sentido é obrigatório!

(Não!) Nem vem que não tem!

Nem todo sentido faz falta!

(Não!) Nem vem que não tem!

!nem toda falta de sentido é sentida!

"Uma página arrancada, um segredo mantido.
Uma passagem subterrânea sob a praça da matriz.

Uma história mal contada, uma mentira repetida.

A verdade a ver navios..."


Bem, vamos aos comentários...
Claro que ouvir a música dá uma impressão bem mais realista, pois os versos entre aspas são falados com distorção, dá a impressão de ser outra pessoa falando, "por trás da cena" (da música, algo como "verdades ocultas").

Temos, no link do título, uma pequena biografia do Engenheiros do Hawaii, onde podemos perceber muitos dos sofrimentos e acusações enfrentadas pela banda, desde fascismo até elitismo e subversão. Segue um trecho do texto, comentários de Maltz e Gessinger:

"Um ano depois do revolta os Engenheiros lançam um novo LP - Ouça O Que Eu Digo: Não Ouça Ninguém. (...) surge aí também a primeira composição de Gessinger e Licks - Variações Sobre Um Mesmo Tema . Mais uma vez a banda é alvo da crítica, desta vez em relação aos clichês subvertidos presentes nas letras de Gessinger. Aí vai a justificativa:

Carlos Maltz: Somos absolutamente fascinados por isso, frases de efeito ou sei lá como chamam. De repente, duas coisas estandardizadas como o símbolo hippie e uma engrenagem, quando juntam vão formar uma outra coisa. Essa é uma viagem da banda.

Humberto Gessinger: O que me fissura nos ditados é que são super presentes. Fico atento pra pegar essas pérolas, essas frases de caminhão. A gente subverte uma palavra no fim e já cria um efeito ambíguo. O nonsense e o abstrato são geniais, o supra sumo da cultura ocidental. Mas hoje em dia eu tenho horror da sua vulgarização. Acham que todo nonsense faz sentido, caretearam. O que a gente tenta é sair desse atoleiro de nonsense. É buscar o significado e enlouquecer, desmistificar a razão. Pegar um ditado teoricamente careta e subverte-lo."

Capa de "Ouça o Que eu Digo: Não Ouça Ninguém", de 1988.

Então, percebemos. Eles próprios admitem a utilização de elementos ocultos nas composições da banda. A exemplo do Pink Floyd, eles sofreram influências do movimento hippie, além da prórpia cultura que os rodeava (pampas, MPB, Rock, entre outras coisinhas). Na música Sala VIP dá pra ter uma noção, pois ela foi escrita em '91, quando várias críticas já haviam sido feitas e desmistificadas (as principais aconteceram em '88 e '89, anos em que o EngHaw começou a ganhar espaço na cena nacional. Depois de O Papa é Pop (1990) eles se tornaram ícones da música brasileira e decidiram, então, falar um pouco mais sobre eles. No caso de Sala VIP Humberto e seus companheiros decidem acabar com as críticas de uma vez por todas: usando a própria subversão (nos trechos distorcidos, onde temos algumas pinceladas sobre política) e algo de ironia, eles dizem quem realmente são. Algo como "isso é assim e pronto, você querendo ou não".

Isso me faz lembrar daqueles engraçadinhos dos tempos de escola, que levam tudo o que se diz "por outro lado" (seja lá qual lado for esse). Mas sempre rolavam uns comentários sacanas. E no Brasil pós ditadura (sim, seguiram-se alguns costumes até os anos de '93 e '94, não vamos negar (vide censura de Gabriel, o Pensador, em '92, na Rede Globo, ao cantar seu novo hit "Hoje eu Tô Feliz (Matei o Presidente)", quando a transmissão do programa em que se apresentava foi suspensa em todo o país) várias críticas e censuras ainda surgiam diante de alguns comentários sobre política e políticos principalmente. Pra quem conhece Engenheiros em seu início, tem muitos comentários sobre política em suas entrelinhas. Beijos pra Torcida (Guerra Fria), Toda Forma de Poder (sobre toda e qualquer forma de poder mesmo, criticando inclusive o fascismo), Fé Nenhuma (Brasil), entre outras.

Algumas vezes a gente sofre com os espertinhos da escola. Outras, porém, surgem os "subversivos" e nos fazem entender quem realmente está por cima das situações...

Como eu sempre digo, conhecimento nunca é demais. Aliás, várias pessoas sempre dizem isso. E por que será que muitos não prestam atenção, não é mesmo?

Beijos pros amigos, amigas, namorada e familiares!

Amo todos vocês!