sábado, 19 de fevereiro de 2011

Cinnamon Girl

HOJE É DIA DE ANIVERSÁRIO =D


E pra comemorar, vai um poeminha...





Um dia andando pela rua
Olhei através de uma janela
Vi em cima do balcão
Um potinho de canela

Anteontem, no almoço
Fizemos carne de panela
E para sobremesa
Abacaxi com canela

Numa noite de cinema
Compramos pipoca na Fiorella
Eram vários os sabores
Manteiga, queijo, maçã com canela

Pelas ruas, caía a chuva
E eu parei diante dela
E no beijo pude sentir
O aroma de canela

=]

Um feliz aniversário para milady Erilva Machado, imperatriz das Terras Quentes, que participa de vários dos meus sonhos, nas buscas incessantes pela noite, nos diversos mundos onde nos encontramos.
Dona de um Amor puro, capaz de encantar a qualquer um que esteja sob a luz dos seus olhos.

Kussen, lichtgestalt!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

É Tempo de Mudanças

Olá, amigos. O texto que segue foi retirado da revista Planeta (Ed. Três, ano 38, edição 459, dez/2010) e fala exatamente sobre mudanças, o que há pouco tempo tem sido algo cruscial para mim.

A saída da Unimake, empresa que durante quatro anos e meio me ajudou tanto, foi, sem dúvidas, bastante complicada. Apesar do processo ter sido repentino e extremamente rápido, as 72h que decorreram durante este período foram de milhares de pensamentos e avaliações intensas em minha mente. Agora, porém, posso entender o que foi que aconteceu e por isso estou repassando este texto, de autoria de Luís Pellegrini. Confiram!

A Carapaça da Lagosta

A lagosta vive tranqüilamente no fundo do mar, protegida pela sua carapaça dura e resitente. Mas, dentro da carapaça, a lagosta conitnua a crescer. Ao final de um ano, sua casa fica pequena e ela tem de enfrentar um grande dilema: ou permanece dentro da carapaça e morre sufocada ou arrisca sair de lá, abandonando-a, até que seu organismo crie uma nova carapaça de proteção, de tamanho maior, que lhe servirá de couraça por mais um ano.
Vagando no mar, sem a carapaça, a lagosta fica vulnerável aos muitos predadores que se alimentam dela. Mesmo assim, ela sempre prefere sair. Dentro da carapaça, que se transformou em prisão, ela não tem nenhuma chance. Fora, sim.
Também nós, muitas vezes, ao longo da vida, ficamos prisioneiros de várias carapaças: os hábitos repetitivos, os condicionamentos alienantes, as situações às quais nos acomodamos. Uma grande quantidade de situações que, exauridas e desgastadas, nada mais têm para nos oferecer. E acabamos, por falta de coragem de mudar, nos acostumando ao tédio de uma vida monótona que, fatalmente, como a velha carapaça da lagosta, acabará por nos sufocar.
Façamos como a lagosta: troquemos a velha e apertada carapaça por uma carapaça mais nova. Mesmo sabendo que, por algum tempo, estaremos desprotegidos ao enfrentar uma nova situação. Largar o velho e abraçar o novo é, muitas vezes, a única possibilidade de sobreviver por mais um ano. Até que cresçamos ainda mais e, novamente, tenhamos de mudar de carapaça.


Assim, só tenho a agradecer à família Unimake, que me recebeu de braços abertos e me deu tantas oportunidades, inclusive a de "trocar de carapaça" quando me foi necessário.

Um grande beijo a todos e até a próxima! =]

domingo, 23 de janeiro de 2011

O Mal É Contagioso

Pra quem não entendeu o último post, de novembro passado, devo minhas sinceras desculpas se pareci depressivo ou odioso. Não se enganem. Eu não sou alvo da depressão, meus queridos leitores.


Vou dizer o que aconteceu naqueles dias. Meus pais estavam saindo de viagem, eu tive um pesadelo terrível, mas uma daquelas batalhas épicas contra algum criminoso que tentava me alcançar, vários amigos estavam trabalhando nas operações do RJ. Eu sei que aquilo não é como controlar uma rebelião num presídio, nem conter um bando de torcedores fanáticos que estão fazendo arruaça. Muito menos estar em uma guerra militar. Aquilo é uma guerra civil e numa guerra civil não há como prever os movimentos do inimigo. E sim, eu estava MUITO preocupado. Sem falar, ainda, em outras coisas totalmente sem sentido que eu estava carregando em minha vida naqueles dias. Alguns dias depois daquele post, decidi mudar, olhar para novos horizontes. Não apenas queria explodir as grades, mas sim, o fiz e ainda voei. Voei alto e agora estou no alto da montanha, inspirado pelo estimado AgaGê, poeta da razão. Mas no fim das contas, aquele sentimento ainda permanece.
E pra quem quiser entender no que eu estava pensando, segue a letra de O Mal É Contagioso, de Daddo Villa-Lobos, escrito para a trilha sonora do filme Bufo & Spallanzani (2001), que, inclusive, indico aos amigos. Romance policial, nacional, de qualidade. E vejam vocês que eu nem gosto tanto de filme nacional heim... =D
Preparem-se para uma viagem. pra quem quiser, a música está disponível para ouvir em www.radio.uol.com.br. Procurem na letra D, página 2, Daddo Villa-Lobos. E divirtam-se!








Não adianta, eu sou viciado em perceber a oculta celebração rascante do instinto mórbido extravagante.
Eu sou detetive, e todo detetive olha prás pessoas, olha em volta e pergunta:
- Mefistófeles você está aí?
Olha para uma pessoa e pergunta:
- Até aonde você é capaz de ir?

Não adianta, cada minuto de civilização na minha mente pede uma hora de barbárie. Pede na mente de qualquer pessoa, e eu pergunto:
- E aí rapaz, o teu pensamento criminal é calculado ou passional? Fala pra mim, pacato. Fala pra mim, mulher responsável. Fala pra mim, singelo. Fala pra mim, homem de bem. Teu pensamento criminal é calculado ou passional?

- Mefistófeles você está aí?
Eu sou detetive, eu vivo perguntado isso.
- Mefistófeles você está aí? Você tá em Moscou? Você tá no Rio? Você tá em São Paulo? Mefistófeles liga pra mim, porque não tem jeito, eu estou sempre ligado na caixa postal do mal. Liga pra mim.

Não é apologia, é apenas a consciência da sinistra harmonia. Da estranha harmonia, da suculenta harmonia entre o bem e o mal. O bem é uma boca, o mal é outra boca. Da saliva desse beijo sai a nossa alma.
Eu sou detetive. Consciência policial é como uma consciência religiosa do submundo. Médico, polícia, puta, advogado, todos vivem de botar o dedo na ferida da vida. Não é apologia é apenas uma estranha harmonia.
Maquiavélicos, Exus de Messalina, Sade vivem soprando no ouvido da humanidade a tentação de usar o próximo como alvo de prazer, de rapina de prazer. Rapina de sentimento, de tudo. E eu sou detetive. A pergunta que não se cala na minha consciência é:
- Mefistófeles onde é que você está, você está em Moscou, você tá em Nova York, você tá na Oceania? Liga pra mim Mefistófeles.
A civilização é um intervalo na minha fixação, na minha obsessão. Eu to sempre ligado por profissão na caixa-postal do mal. Liga pra mim.
- Mefistófeles, você tá aí?
Quando eu ando na rua eu fico perguntando pra cada esquina, pra cada pessoa:
- Mefistófeles, você tá aí?
Eu sou detetive! Médico, puta, advogado, bandido...
Cada minuto de civilização na minha consciência pede uma hora de barbárie.
E eu pergunto pra você:
- Teu pensamento criminal é calculado ou passional? E aí você, garota. O que que você tem de triplamente qualificado?
- Mefistófeles, você tá ai?
Eu sou viciado em perceber a oculta celebração rascante do instinto mórbido extravagante. Maquiavélicos, exus de Messalina, Sade soprando no ouvido da humanidade...
A civilização é apenas um intervalo na minha fixação. Eu sou detetive!
Eu vivo botando o dedo na ferida. Médico, puta, advogado, aventureiro...
- Mefistófeles, você tá aí? Até onde você é capaz de ir, mulher responsável?
Diz pra mim... Diz pra mim... Maquiavélicos, Exus de Messalina, Sade.
Não adianta, a civilização é um intervalo na minha fixação. Eu sou detetive!
Eu sou detetive...
O mal é uma boca o bem é outra boca. Da saliva desse beijo nasce... Surge a nossa alma. Alguém tem que fazer o serviço.
- Mefistófeles, você tá aí? Você tá em Moscou? Liga pra mim... Porque eu to ligado na caixa postal do mal. Liga pra mim, Mefistófeles.
- Um Crime nunca existe isolado, num estado de pureza.
Teima...
- O mal é contagioso.
Minha consciência teima...
- O mal é contagioso.
Teima...
- O mal é contagioso.
Cada minuto de civilização pede uma hora de barbárie...

(Narração de Tony Ramos, em cena do filme Bufo & Spallanzani, 2001)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Várias Variáveis I

Abri a gaveta com a sensação de que eu encontraria algo bom pra comer. Mas não encontrei. A única coisa que eu tenho pra engolir é a verdade. Eu deveria estar escrevendo isso. Abre o Blog, pensa, escreve, pensa, escreve, pensa, escreve, pensa, escreve...

Não consegui uma vaga pro Mestrado da UEM. "Tudo bem, tenta ano que vem", dizem vários. Mas não, não posso perder tempo. Ou melhor, já perdi. Mais um ano parado e tudo por causa da esperança de ter ido embora pra Santa Catarina. O que tem naquele lugar que eu tanto quero? Mulheres, praia, sol, mar... A vida não é pra mim. O clima perfeito não é pra mim. Enquanto isso eu vou passar aqui, trabalhando aqui, respirando o pó velho daqui. E minha alergia vai continuar viva aqui, dentro de mim.
Tudo bem, essas coisas acontecem. A vida continua e a cidade permanece a mesma, enquanto eu vou tentando me adequar. Mas quem é que se adequa a alguma coisa? Adequação é mudança e mais do que nunca me convenço de que pessoas não mudam.

E quanto a ela? Ela ficou. Ficou só. Ficou triste e por isso chorei. Mas a vida aqui segue. A vida aqui, enquanto estou preso nessa redoma segue. E apesar de tudo, segue feliz. Feliz porque tenho mais companhia.
E eles? Eles tão lá, na rua, subindo o morro, atravessando o Inferno Verde. Daqui a pouco vão começar a descer. E o que eu posso fazer? Nada. Minha tarefa é outra. Enquanto eu quero fazer parte da força-tarefa que tá quebrando tudo por lá, minha missão é permanecer aqui, calado. Tenho minhas obrigações aqui também e é claro que eu não poderei deixá-las pra trás.

Fico aqui, enquanto isso, aguardando uma ligação. "Onde é que vc tá, parceiro? Tá na Penha, tá no Largo? Tá no morro?" "Eu sou detetive. A única coisa em que consigo fazer é pensar sobre essa porcaria toda", diria o Inspetor Guedes. Mandei os caras pra morte, pra ver face a face o que é estar numa guerra. Quero saber quando os caras que tavam no meio-oeste europeu vão chegar. E como é que os malditos vão agir? Conversar em búlgaro no meio da favela? Isso vai ser tenso. O bom é saber que a parada toda vai acabar.

Final de semana vai ser livre. Tenho aula, mas, e daí? Aquilo é quase um recanto de paz pra minha alma. Eu fujo do mundo quando to com o pessoal da pós graduação. Discutimos teorias diversas e eu esqueço dessa m**** toda. E depois, algumas horas com ela vão fazer eu ficar bem calminho.

Eu hoje tive um sonho. Eu peguei você, seu safado. E vou pegar cada vez que você tentar alguma coisa contra mim ou contra minha família, meus amigos. Você já era. Sabe bem disso. E sabe que quando eu te pego as coisas não ficam bem pro seu lado. Eu vou quebrar cada um de seus ossos.


Final de semana vai ser bom. Pais viajando em segurança, em paz, a caminho da Capital. Amigos, voltem logo. Que esta operação seja a prova de que vocês são os melhores. E quanto a nós, que permanecemos aqui, vamos vivendo, poque nenhum entendimento será o bastante para a vida. "Viver ultrapassa qualquer entendimento".


Da minha morte, à vocês!

Com amor, O, C, B e K.

sábado, 13 de novembro de 2010

São eles

Sim, são eles.
Eles que me acompanham em boa parte do tempo na minha vida. Estes meninos e meninas são os responsáveis pela felicidade dos meus últimos dias. Dias, não. Meses. Desde que nós todos nos engajamos nessa corrida contra o tempo, buscando sempre que possível estarmos unidos na casa de alguém ou em algum evento religioso ou cultural, eu tenho sido feliz de maneira inexplicável. E eu espero com minha mais profunda sinceridade que eles estejam se sentindo tão bem quanto eu.
É simplesmente inexplicável a união de nosso grupo, cada qual com sua característica, sua verdade mostrada a todos, sua idade sem preconceitos ou restrições, o mesmo respeito de um para com o outro, independente da situação, todos com gostos e atitudes semelhantes, mas cada um com seus detalhes que, de tão específicos, torna nosso grupo uno, como um todo, mas ao mesmo tempo como vários, cada um sendo o seu próprio grupo, com as conexões desejadas.

Rafael, amigo que ouve as bandas mais cabulosas do Heavy Metal. Diverte com as histórias de anime e com as idéias mais estranhas (não piores que as minhas, claro) mas que também tem um raciocínio fantástico, consegue pensar logicamente e buscar resultados que estão implícitos nas discussões.

Gabriella, atriz espetacular, garotinha linda que nos encanta com seu sorriso. Mesmo quietinha, talvez, de nós, a que menos fale, sempre deixa um espaço em branco quando ausente.

Beatriz, nossa xodó, a mais nova da turma encanta com seus olhos azuis e com a espontaneidade de seus atos. Em brincadeiras, contorcionismos, dançando rebolation ou em tentativas falhas de me assustar. Uma de nossas dançarinas favoritas <3

Gabrielli, a outra dançarina, é a mais zen. A que tem sempre um sorriso nos lábios, mesmo quando não está com vontade de rir. A que vê gnomos e sempre contagia com suas gargalhadas. Amiga daquelas companheiras, que mesmo quando não está conosco é uma presença certa em nossas vidas.

Luiza, a menina dos olhos coloridos. Quase uma Branca de Neve (ela é mais bonita que a Branca de Neve), sempre tem uma palavra de consolo, um abraço gostoso e dá risada da minha cara quando faço minhas confusões.

João Marcelo, o mais quieto, certamente. Porém, é o cara que toca trechos da 5ª Sinfonia de Beethoven brincando, que aprende a tocar violão sem fazer aula de nada e que inspira a fazer arranjos bonitos nas nossas apresentações. Mesmo não gostando de cantar.

Yuri, quase um irmão. Companheiro que me integrou ao V.I.S.H., que me faz relembrar da parte boa da adolescência, coisa que eu jamais desejei perder em mim, mas que aos poucos vai ficando "nas entrelinhas" de minha agenda diária, sempre lotada. Obrigado, meu amigo!

Barbara, uma das meninas mais lindas que já conheci. Ginasta, modelo e pizzaiola favorita. Dona daquele sorriso, daquele olhar. Simplesmente encantadora! Sem falar que é uma das pessoas que mais tem me alegrado nos últimos dias. Confesso ser um admirador não-secreto ;)


Baah, Rafael, Gaabi', Gabi, Bia, Luh, Dih, Jão, Yuri. =)


















Sim, ficou super enorme o post, mas por vocês, de verdade, seria pouco um post pra cada um. Posso dizer que este é o melhor grupo no qual já estive inserido. A única turma 100% saudável, unida em um único ideal, buscando sempre a diversão entre todos, sem brigas, sem discussões. Apenas risos e brincadeiras. Com as brincadeiras dos mais novos ou os jogos e esportes radicais dos mais velhos, estamos sempre bem.

Pra encerrar, segue essa música, dos amigos Digão, Paulão, Tião e Obada, da Banda Galápago's, que é uma verdadeira declaração de amor aos nossos velhos amigos...



Velhos Amigos

Pela estrada afora sigo meu caminho
Mas sem o teu sorriso fica tão vazio
As folhas que o vento traz e leva sem destino
Me lembram certos dias de intenso frio
Sem abrigo não há vida que o tempo poupe
Toda força é em vão, o chão se rompe

Com você, eu, enfim, vejo o mundo sob mim
Quando eu preciso você está aqui
Com seu abraço amigo a vida segue
Nos quadros as fotos me lembram o passado
E afloram a saudade viva em mim

Da loucura de um tempo bom
As histórias pra se contar sobre velhos amigos

Na soma de palavras criam-se versos
E juntos ao meu violão formam uma canção de acordes simples
Voz suave dizendo ser: AMIGO - a incomplexidade do viver
E saber viver é saber reconhecer
O quanto importante é não sonhar à sós
Que não existe o eu - existe o NÓS!