terça-feira, 18 de março de 2014

Viktoria

Dezoito horas, vinte minutos - a Lua desperta, alva
A pele branca desperta antes do Sol se por
O rubor da face inocente surge lento, com calma
A alma perdida anima o corpo com fulgor

As mãos pequenas e ágeis ajudam a pequena
A procurar, na escuridão do quarto, as vestes
Negro couro e metal bem polido
E o perfume suave, como buquê recém colhido

Os olhos, há pouco pálidos e sem vida
Agora mostram-se vivos e atentos
Não há calor, nem amor, nem alegria
Não há paz, piedade ou sentimentos

Há, porém, um brilho notável e sombrio
Que congelaria, de um homem, a alma
Que destrói coragem, força e calma
E desperta abandono, fragilidade e frio

A pequena, rápida e precisa nos movimentos
Traz a lâmina oculta e longos cabelos a voar
Viktoria rastreia suas vítimas com determinação
Enquanto corre silenciosa sob o luar
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