terça-feira, 6 de julho de 2010

Maria Louca x Rubinho

Imaginem uma Festa Nacional, realizada em um município considerado modelo por diversos setores, como Pólo Alimentício, da Pecuária, Agricultura e Violência, entre outros. Milhares de pessoas estão esperando o almoço de domingo, quando será servido o prato típico e exótico da cidade: o Carneiro no Buraco. Vários políticos, nessas épocas de eleição se aproveitam para encontrar seus eleitores, além de saborear a iguaria municipal. Entre eles, Maria Louca e Rubinho Roberto Requião, ex-governador e candidato à vaga paranaense no senado pelo PMDB e Rubens Bueno, ex-prefeito e presidente estadual do PPS no Paraná. O fato é que gente rica marca sempre pra vir de avião e, inevitavelmente, no saguão infinito do Aeroporto Internacional Municipal de Campo Mourão, os encontros acontecem. Foi aí que começou a parte divertida da história...

De acordo com o jornal Expresso MT, de Sinop, MT, o ocorido foi o seguinte:

Requião desembarcava no aeroporto para participar da tradicional festa, que completa 20 anos, perto de 11h, no último domingo (04/07/10). No mesmo instante, Rubens Bueno aguardava a chegada de Beto Bicha Richa, candidato tucano ao governo e adversário político de Requião. De acordo com Rubens Bueno, Requião chegou insultando o grupo que esperava Beto Richa.

- Quando eu era governador vinham prefeitos e puxa-sacos me esperar, agora só essa turma de bostas por aqui.  - concordo

Após as ofensas, Requião tentou cumprimentar Rubens Bueno, chamando-o de safadinho ‘filho da puta’.

- Eu não podia ficar calado e dei um murro nele. Eu lamento o que aconteceu, mas o Requião não tem limites. Ele faz política desta forma, insultado as pessoas. Eu não gostaria mentira que isso tivesse acontecido e quem me conhece sabe que é preciso muito para me tirar do sério. Mas o Requião conseguiu.

Requião usou a rede de microblogs Twitter para comentar o incidente. O ex-governador não fala que teria levado um soco, diz que foi insultado e que Rubens Bueno é que teria levado "uns petelecos" de seus assessores. Em video publicado na internet, Requião deu a sua versão sobre o acontecido.

"Estendi a mão a ele e não me deu a mão, me insultou e de repente como uma gata no cio tentou me arranhar. Com facilidade, afastei o pequeno rapaz rilitros. Mas ele, histérico, insistiu e levou uns petelecos do pessoal que estava em volta, amigos deles e alguns motoristas que foram me buscar. É uma coisa horrível a falta de educação e a histeria. Eu me senti desrespeitado. Daria uma surra no pequeno menino com facilidade, mas não é isso que se espera de alguém que quer ser Senador da República pelo estado do Paraná. Pelos outos Estados pode, então? Me comportei com decência, mas o Rubinho perdeu a linha”.

Roberto Requião, que já foi governador do Paraná por três mandatos, deputado estadual, senador e prefeito de Curitiba tem um histórico de desavenças políticas e trocas públicas de ofensas. Com razão O temperamento do ex-governador já lhe rendeu o apelido de "Maria Louca". Por suas medidas autoritárias também já foi chamado de "Chávez do Paraná".

No youtube, há perto de uma dezena de vídeos com brigas entre o governador e manifestantes, assessores e com a imprensa. Em um dos vídeos mais acessados, de 2006, Requião discute com um sindicalista agente penitenciário que pede aumento para categoria enquanto dá autógrafos para crianças em uma escola:

- Vão trabalhar senão é polícia e cacete. Meu saco já encheu com agentes penitenciários. Experimente fazer uma paralisação. É rua e pau. Cacete e cadeia!



Então eu me pergunto: O que leva dois de meus três políticos preferidos fazerem isso?
E o pior e mais grave: Não tinha ninguém naquele maldito aeroporto que no momento estivesse com uma maldita câmera na mão pra filmar o incidente???
No mínimo é o que se esperava quando o mais badalado e funny governador do Estado está chegando em uma cidade interiorana de renome, como é Campo Mourão, Pólo Nacional de Violência Alimentício, em época de eleição. Poxa, ele é candidato ao Senado!!! E o Beto Richa, então, prefeito da Capital, recebido pelo presidente do Clube do Bolinha PPS, também não merece uma recepção calorosa? Não.

Enfim, fica comprovado que Campo Mourão está surpreendendo nos índices de violência e também que não é apenas a batalha entre gângsters, traficantes, assaltantes, trombadinhas e moleques, mas o contágio é real e até os políticos estão caindo na malha fina.
Hehe.

Ah, a Seleção Brasileira foi desclassificada pela Holanda. Sim, o jogo foi estranho. Mas isso é papo pra outra hora ;)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

X-Burg

Olha só um final de semana que foi muito bom em Engenheiro Beltrão, no aniversário do Fabrício.
Piazada muuito louca, alguns carros girando no campinho com a grama molhada pelo sereno da noite, muita música, animação, algumas garotas bonitas, sem briga, sem drogas... Quem queria beber, bebeu; quem não queria, não bebeu e ficou tudo bem assim mesmo. =)
Há tempos não pegava uma festa assim, boa mesmo só com a turminha da UTFPR, 3º ano de 2005. A Aline foi junto pra ajudar a melhorar o ambiente festivo ^^

Na foto dos casais, Fabrício e Mayara, Dih e Aline e Edilson e Jéssica.
Não vou comentar que nós começamos a festa as 21h do sábado (eu, Lih, Edilson e Jéssica chegamos um pouco mais tarde) e acabamos ontem, às 18h. Deixa baixo.

Terminando o embromation, quero dizer que foi extremamente bom ter passado essas horas com aquele pessoal. Cada um se divertiu do seu jeito, sem exageros, no melhor estilo "juventude". Hehe.

O título eu escolhi porque na escapadinha que demos (eu, Liiih, Edilson e Jeh) fomos numa lanchonete (que obviamente não vou citar o nome) tinha um anúncio de um delicioso X-Burg (X-burguer é pros fracos, como diria a aLiiine). Enfim, é só graça. Piada de fim de tarde mesmo. Depois coloco a foto pra vocês verem.

Quero mandar um beijo especial pra Laura, amiga nova (ou não) que ultimamente tem feito parte do hall de pessoas com quem falo frequentemente. Super beijo, querida!

Pra encerrar, vai a música do Pouca Vogal "Girassóis", que eu passei cantando das 6h as 8h da manhã do domingo. Foi bom hem ;)


Girassóis ( especiamente pra Aline e pra Laura)


Nunca olhei pros lados
Pra não perder a direção
Nem senti meus passos
Na marcha cega encontro uma razão

Talvez perca o emprego
Talvez a sua resposta seja não
Quero dar um jeito
De conseguir pagar a prestação

De passear na grama do parcão
De respirar, deitar ao sol que brilha


Deixo o sol bater na cara
Esqueço tudo que me faz mal
Deixo o sol bater no rosto
Que aí o desgosto se vai

Deixo o sol bater na cara
Esqueço tudo que me faz mal
Deixo o sol bater no rosto
Que aí o desgosto...

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Fatos e Mitos da Cultura Obscura e Goticismo

Nos últimos tempos, a subcultura gótica e a cultura obscura ganharam destaque na sociedade através da grande quantidade de informações transmitidas por diversos canais, principalmente a Internet. Este fato criou uma densa camada de mitos e confusões que envolvem os góticos e os obscuros.
Não há um estatuto que defina a personalidade de um adepto da Cultura Obscura. Não há mandamentos a serem seguidos. Há apenas, um conjunto de características. Embora nem sempre, seja comum a todos os adeptos.
O objetivo deste texto é um esclarecimento definitivo em relação à Cultura Obscura, de modo a dissociá-la da subcultura gótica. É necessário expor a face da Cultura Obscura real que abriga sólidas manifestações artísticas e sociais, e não é movida pelos modismos fúteis e consumistas de nossa sociedade. Assim, façamos alguns esclarecimentos:

Os adeptos da Cultura Obscura possuem uma percepção artística diferenciada. Isto lhes permite contemplar situações pouco comuns para as outras pessoas.

Esta percepção é natural à sua personalidade e é desenvolvida, muitas vezes inconscientemente, ao longo de sua vida. Num determinado momento, descobre-se a Cultura Obscura e ocorre uma identificação imediata. 

Freqüentam cemitérios para ler, ouvir música ou apenas refletir sobre a própria existência, aproveitando o aspecto de paz e tranqüilidade e a arte das esculturas tumulares, por exemplo. É falso o conceito de que vão ao cemitério para roubar, destruir ou praticar rituais.

Possuem uma personalidade introspectiva. Não são depressivos, pessimistas ou agressivos.

Tristeza e melancolia não são sentimentos negativos. São apenas estados de espírito dos quais, muitas vezes, são fontes de inspiração.

São pessoas que valorizam a arte e a intelectualidade. Muitos, por exemplo, estudam e pesquisam sobre História, Literatura, Cinema, Música, Sociologia etc.

Na Cultura Obscura, não há uma religião específica a ser seguida. Geralmente, se interessam por temas ocultistas, mas podem ser Católicos, Evangélicos, Neopagãos etc. Podem seguir uma crença pessoal ou até mesmo serem Ateus. É falso o conceito de que todos são satanistas ou anticristão.

Não há uma ideologia política específica. Aliás, é raro encontrar alguma citação política entre os adeptos. Normalmente só há o conceito de contra-movimento social.

Não se vestem exclusivamente com roupas pretas e nem todos usam maquiagem e acessórios metálicos.

A música produzida na subcultura gótica, principalmente no período da década de 80, é um dos estilos cultivados. Mas outros estilos como o Metal, Clássico e Ethereal, também são muito consumidos.

Não há rivalidade com nenhum outro grupo social.

Os adeptos da Cultura Obscura são pessoas sociáveis e aceitam as individualidades de forma natural. Independentemente de seus valores, crenças, etnia, situação econômica ou orientação sexual. Assim, encontra-se de todas as etnias: brancos, negros, pardos etc. É falso o conceito de que são todos brancos ou pálidos.

São socialmente e economicamente tão produtivos quanto qualquer outra pessoa.



quinta-feira, 22 de abril de 2010

Voar, voar...

Eu hoje sonhei que estava voando. Sim, dentre vários sonhos desconexos (ou não) que tive, o principal, último e mais agradável era isso: estava com alguns amigos, em um local reservado, algo como uma chácara, próximo (bem próximo, do tipo "cruze o asfalto") a uma cidade, em que várias pessoas se encontravam para comemorar o final de semana. Quase uma AABB.

O fato é que um garotinho, devia ter uns 10 anos, me guiou por entre aquelas pessoas, passamos ao lado do restaurante, sobre a pequena ponte, atravessando o lago que circundava as construções em madeira, de característica rústica, porém, aconchegante.
Ao chegarmos do outro lado ele me disse:
- Agora pule, posicione-se na horizontal e faça assim com as mãos - movimentando-as em ondas deslizantes no ar. Acompanhei-o, imitando o movimento. Ele abriu um sorriso e me incentivou, como se estivesse abrindo caminho para mim.
Dei alguns passos acelerados e me atirei contra o vento, indo de barriga em direção ao chão. Porém, antes que o tocasse, senti-me flutuando, como se estivesse dentro do lago que nos sondava em misterioso silêncio a poucos metros dali.
Movimentei as mãos em ondas, como se estivesse mergulhando, imitando o movimento de um golfinho, o que me fez deslizar livremente. E eu fazia os movimentos cada vez mais rápidos, com mais facilidade, até pegar velocidade e me direcionar para a pequena mata ao redor da propriedade em que estávamos. Foi maravilhoso. Depois, ainda, voltei voando em direção àqueles primeiros que estavam no local, nas churrasqueiras, perto da entrada, que nos viram chegando uns poucos minutos atrás. De repente, foi como se algo me estivesse puxando em direção ao chão. Não conseguia mais me manter flutuando. "Está na hora", pensei. Então, tudo se desmanchou, toda aquela cena se desfez, com a sirene disparada, em meu celular, despertei, novamente em meu quarto.

Interessante porque há alguns meses eu me questionava sobre o impulso de "liberdade" que as crianças apresentam. A maior parte delas demonstra algo como que um impulso natural para o vôo e para a velocidade.
Observando um garotinho brincando com carrinhos, de flexão ou não, observamos que há a intenção de movimentar o objeto com velocidade potencial. Quer dizem, em vez de atirar o brinquedo pelos cantos da casa, ele o movimenta lentamente, mas em sua imaginação a corrida se faz a mais de 80 Km/h. Uma garotinha no banco, outro dia, brincava com sua pelúcia, fazendo-a flutuar levemente, como se um porco espinho fosse dotado de um dispositivo como um jetpack, indo para cima e para baixo, sem limites, ignorando totalmente a força da gravidade.
Sabe-se, pelo estudo da Doutrina Espírita, da capacidade da alma de deslocar-se livremente pelo espaço. Seria então, durante a infância principalmente, a exteriorização da "impressão" (enquanto lembrança) dessa capacidade? Obviamente, almas menos evoluídas não tem tanta liberdade, mas possivelmente perceberam isso de outros espíritos ou carregam consigo o sentimento inato da capacidade que possuem, mesmo sem saber como é e como funciona.

Enfim, doce liberdade que preenche ossos momentos de "cérebro vazio". Nos dias de nossas vidas sobram os sonhos e as vontades, faltam algumas capacidades.
Pra encerrar o post, fica uma música do blindagem, chamada Gaivota, composta por Alberto Rodriguez, Ivo Rodrigues Jr. e Paulo Teixeira:




GAIVOTA

Sou gaivota por sobre o mar
Meu vôo é volta de qualquer lugar
Desapareço no tempo, no ar
Antes que um olho consiga piscar
Num vôo razante
O que eu vi não dá pra acreditar
Dá pra acreditar?

Minhas penas tremendo
Me levem daqui
Faço parte do vento
Vou me embora correndo...

Se acalme, se acalme...


















(Imagem: "Learning To Fly", by Jessica Gregory, acrilic and oil)

sexta-feira, 9 de abril de 2010

O Tempo Não Pára

E então me peguei pensando sobre o tempo. Que é o tempo? Perguntado a Santo Agostinho, ele disse "Quando não me perguntas sobre o tempo, eu sei o que é o tempo. Quando me perguntas sobre o tempo, eu nada sei sobre o tempo." Convenção humana, é fato que a natureza segue em ciclos rumo ao fim do mundo, tal como o conhecemos hoje. Séculos se passam, eventos geológicos e astronômicos se repetem.
Que é isso que diz que a Lua a cada ano afasta-se 5cm da Terra? E esse lance de o Sol estar morrendo, de nossos primeiros planetas serem tragados pela sua força final e de 2012 representar o fim do calendário Maia?O que significa dizer que os pântanos de Everglades estão no final de um período estacionário em sua atividade e que a qualquer momento aquilo tudo (que hoje é o maior vulcão em atividade do mundo, dezenas de vezes maior que os demais) pode explodir, causando um impacto incalculável à natureza terrestre? Como é isso de dizer que nós estamos em um período intermediário a uma e outra era glacial?

De fato, há muitas coisas a se esperar com o tempo. Nós o usamos para garantir uma ação prévia, mesmo que psicológica, de preparo, de socorro, prevenção, algo que nos faça lembrar de quantas coisas nós nos safamos, fazemos ou não, etc.
O nosso cérebro, assim como de outros animais, marca o dia de acordo com a posição do sol, temperatura, direção do vento. Sensações de fome, sono, euforia, mudam de acordo com o período pelo qual passamos.

Ontem, porém, conversei com um senhor, creio eu próximo dos 60 anos de vida, se não mais, que estava a preencher um documento para mim. Ele me fitou durante alguns segundos e então me perguntou: "Em que mês estamos?"
Obviamente ele não estava com problemas de memória. Pensei, então, buscando entender o motivo de não ter-se preocupação com o tempo, com o que ele representa. Afinal, há tantas coisas na vida que nós não fazemos por falta de tempo. Muitas vezes me justifiquei assim. Crime! Para que culpar quem nem mesmo existe? A culpa, porém, torna-se real por comprometer aquilo que deveria ser e não foi. Tudo aquilo que se postou diante de nós e foi renegado por comodismo, por desinteresse, por baixa auto-estima, por orgulho, egoísmo, vingança, autopiedade, indiferença ou qualquer outra podridão que tenha partido de nossas almas impuras.

Portanto, analisemos essa música, de autoria diversa, cantada por Cazuza e Frejat, no querido Barão Vermelho:

O TEMPO NÃO PÁRA


Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou o cara
Cansado de correr na direcao contraria
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara

Mas se voce achar que eu to derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não pára

Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão da caridade de quem me detesta
A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára

Eu não tenho data pra comemorar
Às vezes os meus dias são de par em par
Procurando agulha no palheiro

Nas noites de frio é melhor nem nascer
Nas de calor, se escolhe: é matar ou morrer
E assim nos tornamos brasileiros

Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro
Transformam o país inteiro num puteiro
Pois assim se ganha mais dinheiro

A tua piscina ta cheia de ratos
Tuas idéias não correspondem aos fatos
O tempo não pára

Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não pára
Não pára, não, não pára



















É por essas e outras que a vida está como está
E eu hoje, 09 de abril, tenho um motivo pra chorar.
Faleceu ontem à noite Ivo Rodrigues Jr., vocalista da banda curitibana Blindagem, sucesso nacional dos anos 80. Ivo foi considerado o melhor cantor do Sul, em '66, formou a banda em '69 e desde então os carinhas vinham fazendo suas poucas apresentações em Curitiba apenas. Ivo era o tipo de cara brincalhão, piadista e sempre acompanhado de seu violão despertava-me a curiosidade de conhecê-lo. Esperei demais. Meu tempo acabou e agora fica minha estima a essa pessoa e o desejo de encontrá-lo, daqui há alguns anos, melhor do que estava em seus últimos dias aqui em nossas terras frias. Descanse em paz, Ivo!