Quis revirar meus históricos de mensagens, de Skype, Facebook, e qualquer outra coisa que tivesse aqui comigo, só para poder montar uma compilação e publicar tudo aqui, tudo junto, para que pudesse fazer a minha grande declaração, para que pudesse, de alguma forma, demonstrar meu amor por você. Mas, mais uma vez, percebo a tolice desse pensamento.
De que adiantaria fazer um compilado, um único texto, fazer um único momento se tornar tão grandioso? O resultado seria um: uma grande demonstração de amor. E depois? O que aconteceria? Nada. Teria de recomeçar tudo, novamente. Porém, com uma certeza: eu teria de fazer algo ainda mais grandioso, um monumento, talvez, para superar minha maior declaração, feita aqui, a maior declaração já feita por alguém. E, por razões óbvias, eu não poderia fazer isso. Eu não tenho condições de levantar um monumento. Eu sou pequeno, sou bobo, sou apenas um garoto e um garoto não pode ser um grande personagem.

E, perdido em minhas escolhas de todo dia, enquanto estou longe de você, sinto-me feliz, porque há duas grandes certezas em meus dias: com ou sem as brumas, os nossos sentimentos mudam apenas para melhor, ficam mais fortes e mais intensos, mais belos e mais pontuais; e, perdido no tempo, vejo-o passar sempre ligeiro, apressado, me deixando para trás com o pó, como o pouco que sou, arrastando-me consigo, até que eu consiga chegar mais perto de você, como seu menino, como seu pouco. Com estas pequenas declarações e com estes pequenos gestos, na forma de um pequeno presente. Porque todos esses gestos bobos são pequenas frações do todo que é meu mundo em você ♥